15 junho 2011

Os Gêneros de Mediunidade

“Importa mais tonificar a faculdade mediúnica do que desenvolvê-la indiscriminadamente”.

A mediunidade, desde que o homem é homem, sempre existiu. As primeiras manifestações, dos povos primitivos, foram realizadas através do sono e dos sonhos. O professor José Herculano Pires, no livro O Espírito e o Tempo, faz um estudo histórico da mediunidade, analisando-a dentro dos vários horizontes culturais da humanidade até a sua positivação com a vinda de Allan Kardec.

Os detratores da mediunidade divulgaram cenas horripilantes dos médiuns. Para eles, os médiuns eram pessoas meditabundas, taciturnas e sibilinas, e apresentavam um semblante doentio, hipersensível, extremamente pálido, com pouca vitalidade e a dois passos da neurose. Lombroso observa, porém, que: “A inteligência do médium pode variar da ultra-mediocridade de Politi ao espírito superior de Mlle. D’Esperance, mas em transe, o médium mais estúpido pode manifestar uma inteligência extraordinária”.

As variedades comuns a todos os gêneros de mediunidade podem ser vistas: Médiuns sensitivos: pessoas suscetíveis de sentir a presença dos Espíritos por uma impressão local, vaga ou material; Médiuns naturais ou inconscientes: os que produzem os fenômenos espontaneamente, sem nenhuma participação de sua vontade e o mais das vezes sem o saberem; Médiuns facultativos ou voluntários: os que têm o poder de provocar os fenômenos por um ato de sua vontade.

Em se tratando das variedades especiais para efeitos físicos, destacamos: Médiuns tiptólogos: aqueles por cuja influência se produzem os barulhos e as pancadas; Médiuns de transportes: os que podem servir de auxiliares para os Espíritos trazerem objetos materiais; Médiuns curadores: os que têm o poder de curar ou de aliviar pela imposição das mãos ou pela prece.

Com relação às variedades especiais para efeitos inteligentes, anotamos: Médiuns auditivos: os que ouvem os espíritos. Lembrete: “Há muitos que se afiguram ouvir o que lhes está apenas na imaginação”; Médiuns falantes (psicofonia): os que falam sob a influência dos Espíritos; Médiuns escreventes ou psicógrafos: possuem a faculdade da comunicação por meio da escrita automática e podem se dividir em: médiuns mecânicos, semi-mecânicos, intuitivos, etc.

Nada de relevante se faz sem a devida aplicação. Por isso, antes de empreender uma façanha mediúnica é bom consultar as próprias forças e disposições íntimas. Assim, devemos primar sempre por altas inspirações, sentimentos elevados, método e paciência. Lembremo-nos também das provações dos grandes médiuns, que sofreram na própria carne o efeito devastador de uma excessiva dependência dos Espíritos.

O contato com o mundo espiritual deve ser feito dentro de um sentimento de humildade e vigilância para que não sejamos presas fáceis de Espíritos imperfeitos. Tenhamos em mente que somos apenas um veículo, um intermediário aos Espíritos. Sendo assim, exercitemos o discernimento para aceitar as sugestões dos Espíritos superiores e rejeitar as dos Espíritos maus, que querem somente a nossa perdição.

Fonte de Consulta

KARDEC, A. O Livro dos Médiuns ou Guia dos Médiuns e dos Doutrinadores. São Paulo:Lake, [s.d.p.]

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