08 junho 2011

Magnetismo e Hipnotismo

Magnetismo. Força vital no ser humano, que apresenta analogia com a eletricidade e o magnetismo mineral, podendo ser irradiada para o exterior pelos olhos, pelas pontas dos dedos e pela boca. Hipnotismo. São os vários processos, pelos quais uma pessoa dotada de grande força de vontade exerce sua influência sobre outras pessoas de ânimo mais débil, numa espécie de êxtase (ou transe).

O magnetismo animal foi reconhecido e explorado desde a mais remota antiguidade. Os iniciados dos grandes templos, principalmente no Egito, utilizavam-no com frequência, promovendo curas de doenças pela imposição das mãos, pelo sopro ou pela saliva do manipulador. Na Idade Média, Alberto Magno, Rogério Bacon, Paracelso e tantos outros conheceram o magnetismo animal.

As origens alquímicas do hipnotismo remontam a Franz Anton Mesmer (1734-1815), formado em medicina. Sua tese doutoral, De Influxu Planetarum in Corpus Humanun (“Da Influência dos Planetas sobre o Corpo Humano”), está claramente relacionada com a Astrologia. Começando pelas técnicas desenvolvidas por Hell, que colocava magnetos nas partes doentes de seus pacientes, Mesmer, pelas suas experimentações, chegou à teoria do “magnetismo animal” (1779). Dizia ele existir um fluido que interpenetrava tudo e que dava às pessoas, propriedades análogas àquelas do ímã.

Ao desenvolver linha própria de pesquisa, o Marquês de Puységur, discípulo de Mesmer, descobre, em 1787, o sonambulismo. Ele coloca os seus pacientes num estado de semi-adormecimento, e percebe que eles saíam com a saúde melhorada. No decorrer do século seguinte, um sem-número de correntes terapêuticas apareceram, todas baseadas nas ideias originais de Mesmer. Em 1841, Braid estabeleceu uma clara distinção entre o hipnotismo e o antigo magnetismo animal, enfatizando que o hipnotismo refere-se à “parte mental do processo”. Posteriormente, Charcot o estuda metodicamente, Liebault o aplica à clínica e Freud o utiliza ao criar a Psicanálise.

Presentemente, faz-se uma distinção entre o magnetismo e o hipnotismo. O magnetismo aceita a existência de um fluido especial, que é projetado pelo magnetizador, influenciando a pessoa que o recebe. O hipnotismo admite que o paciente fica hipnotizado por auto-sugestão e concentração mental, não havendo fluido algum. Apenas o hipnotismo é aceito pela ciência. É que a medicina ortodoxa não aceita a cura de uma doença pela transmissão de fluidos.

É bom lembrar que os magnetizadores não se encontram somente entre os seres humanos. Certos animais irracionais também gozam dessa prerrogativa. A jibóia, por exemplo, usa-o para fascinar os animais de que se alimenta; o sapo, pelo mesmo processo, imobiliza a doninha e outros animais pequenos.

No Espiritismo, temos que acrescentar o elemento “magnetismo espiritual”, que são os fluidos projetados pelos Espíritos desencarnados. Enquanto o magnetizador comum pode até cobrar pelas suas sessões de magnetização, sob o ponto de vista do Espiritismo, o médium é apenas um intermediário dessas forças, que auxiliam na cura de uma doença. E a cura se processa pela substituição de uma molécula malsã por uma molécula sã. Aí entram em cena o magnetismo do médium e o magnetismo dos Espíritos. Acrescenta-se, ainda, o merecimento da cura por parte da pessoa doente.

Saibamos usar equilibradamente a nossa força magnética e hipnótica somente para as curas das doenças do corpo e do Espírito. Nada de ficarmos presos às hipnoses (sugestões) dos Espíritos malfeitores.



COMPLEMENTO: Hipnose não é sono

"Dr. James Braid, famoso físico inglês do Século XIX, de início foi enganado ao pensar que a hipnose, então conhecida sob o nome de mesmerismo, era sono. Ele tinha ido ver um hipnotizador de palco, com a intenção de provar que o homem era charlatão. Após ter apreciado a habilidade do artista, Dr. Braid tornou-se firmemente convencido de que havia algo real no mesmerismo. E começou a fazer os seus próprios experimentos. Seus primeiros sujeitos foram a esposa e os empregados domésticos. Das primeiras observações, Braid chegou à conclusão de que mesmerismo era sono. Por conseguinte, tomou a palavra grega “hypnos”, que significa sono, e o mesmerismo transformou-se em hipnose. Mais tarde, Braid compreendeu o engano e tentou, em vão, modificar a palavra para mono-ideísmo. Desde então, muitos homens têm tentado modificar a designação “hipnose”, porém ninguém jamais conseguiu efetuar qualquer alteração". (Página 36 do livro de Paul T. Adams, Ajuda-te pela Nova Auto-Hipnose, 4. ed., São Paulo: Ibrasa, 1978).

Um indivíduo hipnotizado está bem consciente e atento.

Hipnose e auto-hipnose são a mesma coisa. A única diferença é que na hétero-hipnose, o hipnotista dirige o seu pensamento, ao passo que na auto-hipnose é você quem o faz. Não nos esqueçamos de que toda hipnose é auto-hipnose.

hipnose é um estado de "hipersugestibilidade", "um estado alterado da consciência" Na hipnose, a "faculdade crítica" do sujeito é relaxada. O subconsciente não possui uma "faculdade crítica". Muitos autores acreditam que o subconsciente tem um mecanismo de realimentação de informação (feedback mechanism); o que você dá como insumo ao subconsciente é insumado de volta em sua vida consciente. 

Extraído do livro de Paul T. Adams, Ajuda-te pela Nova Auto-Hipnose, 4. ed., São Paulo: Ibrasa, 1978.

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