11 março 2019

Conduta e Tentação

"Não há ninguém tão perfeito que não tenha tentações."

"Tentação" é o impulso para a prática de alguma coisa censurável ou não recomendável. Desejo veemente e violento. Este termo está mais associado à religião, principalmente quando o demônio tentou Jesus Cristo. Pode ser usado, também, em relação à guloseima, ao sexo, à infidelidade etc. Aqui, trataremos da tentação como uma espécie de desequilíbrio à conduta saudável.

Enquanto vivermos neste mundo não estaremos livres das "tentações". Essas tentações podem nos levar a uma queda vibracional. Pensando positivamente, ela pode ser entendida como um aviso, uma advertência referente ao nosso crescimento espiritual. A queda é útil, pois deixa-nos mais humildes, mais receptivos à dor alheia. Observe: muitas vezes o conhecimento adquirido pode nos criar um ar de superioridade, tal como, eu nunca cairei. Mas há um enorme hiato entre conhecer e a prática daquilo que foi conhecido.

Depois de um desequilíbrio emocional, saibamos refletir e tornar consciência de nossa fraqueza. A fuga das adversidades não nos ajuda muito. É pela paciência e humildade que vamos vencendo os nossos inimigos interiores, pois o problema está dentro de nós. O outro pode nos atrapalhar, desde que o consintamos. Nos momentos mais atrozes desse desequilíbrio, lembremo-nos da vigilância e da prece. O que seríamos sem o amparo dos benfeitores espirituais?

Cada um julga pela sua própria cabeça. O que para nós parece correto, nem sempre o é para o outro. Quando eu prejudico o próximo, imediatamente quero refazer a prejuízo. O outro pode até achar que tem de refazer, mas insiste em não o fazer. Daí, longas brigas no trânsito, entre vizinhos, e assim por diante. Tomás Kempis, em Imitação de Cristo, alerta-nos. Ele dizia: "Se com uma ou duas repreensões o próximo não se emendar, deixe tudo por conta de Deus".

O desvio de conduta situa-se entre o conhecimento adquirido e o comportamento interior. Podemos obter conhecimento nos livros, nas palestras, na internet. Podemos obter tantas informações que nos tornam um ser enciclopédico, e nada disso ser incorporado ao nosso ser, ao nosso comportamento. Por que um orador famoso faz coisas diametralmente contrárias à exortação pública?

Cristo dizia: "Não julgueis para não serdes julgados". Evitemos pensar mal do outro, pois os pensamentos criam formas, e elas podem perdurar ao nosso derredor. O exercício de domínio próprio é uma obra de grande duração; começa, mas nunca termina.


Nenhum comentário: