05 julho 2022

Epístola de Paulo aos Romanos

Nesta epístola, há vários pontos a serem considerados, segundo o professor Rino Curti. 

Dogmatismo. Em se tratando do Dogmatismo, no que concerne à epístola de Paulo aos Romanos, não é a lei que importa, nem as obras; a salvação vem de Jesus, filho de Deus, ressuscitado dentre os mortos. Para Paulo, Jesus e a Lei são duas coisas opostas.

Fé dogmática e fé espírita. Para os dogmáticos, a fé é crença cega, uma certeza distinta da que se obtém pela observação direta dos fatos. Para o Espiritismo, a fé é raciocinada, ou seja, baseia-se no método científico de comprovação.  

Dor e sofrimento. A dor e o sofrimento são consequências do modo errôneo de agir dos seres humanos. Livres na sementeira, somos obrigados a colher o que plantamos.

“Não basta conhecer a Lei”. Paulo refere-se à Lei dos judeus, que estabelece, além de verdades eternas, prescrições e ritos. Não basta a observação exterior, mas o que importa é praticar o bem.

“Obras da Lei”. São as observâncias externas que ela recomendava, tais como, os rituais, os sacrifícios, a circuncisão.  

A antiga e a nova Lei. Na Lei antiga há valores eternos. A nova, entretanto, vem despojá-la dos acessórios desnecessários que se lhe foram agregando por obra humana. Paulo afirma que a Lei antiga é ampliada com Jesus, que o indivíduo será justiçado, tido como justo, ajustado à Lei, desde que a cumpra na consciência, na prática do bem.

Ser julgado pelas obras, mas salvos pela fé. De acordo com o Dogmatismo, o que nos salva não são as obras de per si, mas sim Jesus crucificado. E o que se há de nos conduzir à salvação final é a com obras, não as obras da lei judaica, e sim as obras vivificadas pelo amor e pela caridade.

“Batismo pelo Espírito Santo”. O “Batismo pelo Espírito Santo” significa a morte do homem velho para dar lugar ao homem novo, ou seja, o homem livre do mal, não por imposição da lei, mas pela sua livre e espontânea vontade.

“Graça”. Para Paulo, “graça” é a “consciência tranquila”, ajustada à lei.

“Morrer para o pecado”. É da lei da vida, que tudo que não atende à sua edificação, termine, pereça, não frutifique. Ou segundo a expressão de Paulo: morre para o pecado. “... Porque o salário do pecado é a morte...” (Rom. 6,23)

Renovação. Primeiro, para o escoimá-los dos acessórios inúteis — morrendo para o pecado; segundo, para a ampliação ou a incorporação de um acréscimo “do dom gratuito de Deus, a vida eterna”, no dizer do Convertido.

Fonte de Consulta

CURTI, Rino. As Epístolas de Paulo e o Apocalipse de João Segundo o Espiritismo. São Paulo: FEESP, 1983.



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