16 agosto 2011

Família Material e Família Espiritual

Família - conjunto de pessoas: pai, mãe e filhos. Família consanguínea é uma reunião de almas em processo de evolução, reajuste, aperfeiçoamento ou santificação. Família espiritual é uma constelação de inteligências, cujos membros estão na Terra e nos Céus.

Há, pois duas espécies de famílias: as famílias pelos laços espirituais e as famílias pelos laços corporais. Duráveis, as primeiras se fortalecem pela purificação e se perpetuam no mundo dos Espíritos, através das várias migrações da alma; as segundas, frágeis como a matéria, se extinguem com o tempo e muitas vezes se dissolvem moralmente, já na existência atual.

Um casamento promissor, não raro, adoece repentinamente. Conflitos, problemas financeiros, moléstias, desníveis culturais e falhas na formação de caráter e de temperamento contribuem para esses conflitos. A mulher espera encontrar no esposo o retrato psicológico do pai; o homem, os cuidados da genitora. Acontece que os dois têm que se adaptar à nova situação. Acrescentem-se ainda os apelos enviados pela mídia.

Para que uma família consanguínea viva bem, em termos espirituais, é preciso que haja simpatia entre os seus membros, consequência de relacionamentos anteriores, e que se traduzem por afeição durante a vida terrestre. Pode ocorrer também que esses espíritos sejam completamente estranhos uns aos outros, reflexo de existências anteriores, que se traduzem em antagonismo.

Numa crise familiar, o Espírito Emmanuel alerta-nos para a convocação de médicos, psicólogos, amigos e conselheiros; entretanto, ao desenrolar de obstáculos e provas, ele diz: “O conhecimento da reencarnação exerce encargo de importância por trazer aos interessados novo campo de observações e reflexões, impelindo-os à tolerância, sem a qual a rearmonização acena sempre mais longe. Homem e mulher, usando a chave de semelhante entendimento, passam mecanicamente a reconhecer que é preciso desvincular e renovar sentimentos, mas em bases de compreensão e serenidade, amor e paz”. 

Rendamo-nos à vontade de Deus. Se, depois de sopesada as circunstâncias que nos envolvem, optarmos por contrair matrimônio com tal pessoa, saibamos nos resignar e auxiliar ao máximo no convívio familiar, porque recusando uma cruz, com certeza, encontraremos outra mais pesada.







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