17 agosto 2011

Luz e Espiritismo

Luz - do latim luceEm Física, radiação eletromagnética capaz de provocar sensação visual num observador normal. Em sentido figurado, aquilo ou aquele que esclarece, ilumina. Faculdade de percepção, inteligência, esclarecimento, elucidação.

A primeira metáfora da luz encontra-se no Mito da Caverna, em que Platão associa a luz ao sol. No Velho Testamento, o simbolismo da luz perpassa toda a revelação bíblica. No Novo Testamento, torna-se realidade a luz escatológica (Cristo) prometida pelos profetas. Na Idade Média e Contemporânea, a metáfora da luz está presente em Santo Agostinho, que compara o conhecimento à luz e atribui a Deus a fonte que ilumina as coisas e as portas à luz do dia. Dela se serviu Descartes, que associa a luz à razão. É empregada por Locke, que a associa à luz da lamparina, ao comparar sua chama um tanto débil com o entendimento humano.

A divulgação do Evangelho, desde as suas primeiras manifestações, não foi tarefa fácil. A começar pela construção desses conhecimentos - realizada sob um clima de opressão -, pois o jugo romano pesava de maneira especial sobre a Palestina. As mortes dos primeiros cristãos, nos circos romanos, ainda ecoa de maneira indelével em nossos ouvidos. Além disso, tivemos que assistir à ingerência política em muitas questões de conteúdo estritamente religioso. Fomos desfigurando o Cristianismo do Cristo para aceitarmos o Cristianismo dos vigários, como disse o Padre Alta.

A Caminho da Luz é o título de um livro psicografado por Francisco Cândido Xavier em que o Espírito Emmanuel traça a história da civilização à luz do Espiritismo. Neste livro há alusão à origem e ao desenvolvimento do nosso planeta, vislumbrando a Antiguidade Clássica, a vinda do Messias, o seu apostolado, os exilados de Capela e a luta do homem para a conquista da liberdade. Diz-nos que os homens passam e as civilizações se sucedem, só Jesus não passou.

O Espírito Emmanuel, comentando "Vós sois a luz do mundo" (Mateus, 5, 14), fala-nos que quando Cristo designou os seus discípulos como sendo a luz do mundo, assinalou-lhes tremenda responsabilidade na Terra. É que a chama da candeia gasta o óleo do pavio. Nesse sentido, o Cristão sem espírito de sacrifício é lâmpada morta no santuário do Evangelho.

O progresso é inexorável. A luz do Evangelho é uma verdade que se impõe por si mesma. Podemos nos distanciar, fugir, ficar nas trevas da ignorância, visto termos o livre-arbítrio. Contudo, chegará o tempo em que teremos de nos voltar para Jesus e aceitar os seus ensinamentos se quisermos ser admitidos no reino dos céus.

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