21 julho 2020

Evangelho e Pregação

O Evangelho vem do grego euangelion (eu, bom, -angelion, mensagem). Toma a forma latina "evangelho" e significa, na sua origem, "boa notícia".  Entende-se, também, como a Doutrina de Cristo ou cada um dos quatro livros principais do Novo Testamento. 

A iluminação súbita de uma alma traz como consequência o desejo de convencer os outros a pensar de forma semelhante. Paulo de Tarso é um exemplo clássico. Certa feita, o perseguidor dos cristãos, estando a caminho de Damasco, vislumbra a presença de Jesus e fica cego. Dias depois, recupera a sua visão, entra em contato com os textos evangélicos e quer transmitir a "boa nova" aos demais. Teve  uma grande decepção.

A pregação evangélica exige esforços de compreensão do "eu espiritual". Os homens de vida pura e reta estão sempre prontos a plantar o bem e a justiça, enquanto os culpados têm que testemunhar no sofrimento próprio para ensinar com êxito. Além disso, tudo o que é de Deus reclama paz e reflexão profunda. Jesus ficara 30 anos na escuridão, para conviver apenas três anos conosco; João Batista meditou longo tempo no deserto, para desbravar as estradas do Salvador.

A precipitação é o grande entrave no processo de pregação dos ensinos de Cristo. A divulgação dos preceitos evangélicos assemelha-se aos mesmos cuidados que devemos ter para com uma planta pequenina. Se lhe dermos água em demasia, morre; se, insuficiente, também. Faltando-nos a preparação adequada, poderemos estar criando, na mente daqueles que nos ouvem, uma imagem deturpada das verdades cristãs. Cedo ou tarde teremos que responder por isso.

A perseverança, a paciência e a calma são as virtudes que devemos exercitar, caso não tenhamos ainda a oportunidade de difundir as verdades espirituais. É possível que não estejamos "aptos" para a missão apostólica a nós reservada. Lembremo-nos de que na casa do Pai há muitas moradas e que quando o servidor estiver pronto o trabalho aparecerá.

Esperemos, confiantemente, as determinações do Alto a nosso respeito, mantendo-nos em estudo, a fim de adquirirmos as condições necessárias para o cumprimento de nossos deveres junto à sociedade em que vivemos.




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