05 outubro 2005

Natal e Propaganda

Natal – do lat. natale, relativo ao nascimento; dia em que se comemora o nascimento de Cristo (25 de dezembro). Propaganda – publicidade de bens e serviços através dos meios de comunicação, principalmente a televisão.

A repetição, a intensidade e a clareza dos estímulos de propaganda têm o objetivo de criar no consumidor um "reflexo de compra". Embora as condições sejam diferentes, segue as mesmas regras estabelecidas por Pavlov na criação de "reflexos condicionados". Fazendo coincidir várias vezes um sinal luminoso com a apresentação de alimento ao cão, Pavlov observa que, após a repetição de muitas experiências , provocam-se emissão de suco gástrico mediante a simples exposição do sinal luminoso.

Papai Noel, símbolo do Natal, é usado pelos comerciantes, a fim de incrementar as vendas dos seus produtos no final de cada ano. O espírito do natal, segundo a propaganda, está relacionado com a fartura da mesa, a quantidade de brinquedos e outros produtos que o consumidor possa ter em seu lar. Será esse o verdadeiro espírito do natal? Qual é esse espírito?

O espírito do natal deve ser entendido como a revivescência dos ensinos de Cristo em cada uma de nossas ações. Não há necessidade de esperarmos um ano para comemorá-lo. Se em nosso dia-a-dia estivermos estendendo simpatia para com todos e distribuindo os excessos de que somos portadores, estaremos aplicando eficazmente a "boa nova" trazida pelo mestre Jesus.

"Não se pode servir a Deus e a Mamon", diz o Evangelho. A perfeição moral exige distinção entre espírito e matéria. As riquezas existem para auxiliar o homem no seu aperfeiçoamento espiritual. Se lhes dermos demasiado valor, poderemos obscurecer nossa iluminação interior. Útil se torna, conscientizarmo-nos de que somos usufrutuários e não proprietários dos bens terrenos, se quisermos penetrar na profundidade das máximas deixadas pelo Cristo.

Observemos, ponderemos e analisemos o teor das propagandas televisivas. Um comportamento refletido nos ensinos de Cristo estimula-nos a despender esforços constantes, a fim de renunciarmos ao desordenado desejo de possuir. Vençamos o egoísmo e o orgulho, se quisermos usufruir da felicidade plena e perene.

São Paulo, 29/12/1994


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