26 setembro 2012

Situação do Espírito durante a Gestação

mundo espiritual, o verdadeiro mundo, é onde se encontram os Espíritos quando não estão no mundo físico. Lá, eles fazem uma reflexão de sua vida material e programam, quando for a ocasião, uma próxima encarnação. De acordo com a literatura espírita, há palestras, cursos e orientações dos mentores espirituais. Depois de refeitos e bem esclarecidos, são convidados para uma nova etapa de progresso no mundo material. 

Allan Kardec, em O livro dos Espíritos, instrui-nos sobre os dois tipos de perturbação (mudança de um plano existencial para outro) que o Espírito sofre: quando desencarna e vai para a erraticidade; e quando encarna e vem para este mundo. Para reencarnar, há a miniaturização do perispírito e o começo do esquecimento do passado, a fim de possa entrar no mundo material sem os problemas que afligiam a sua consciência. 

Resumindo o processo: através da concepção, um corpo é oferecido ao Espírito. Uma vez oferecido, outro Espírito não poderá habitá-lo em seu lugar. Como o Espírito está ligado e não unido, ele tem liberdade para usar as suas faculdades como lhe apeteça. Essa liberdade, contudo, depende da distância entre o momento da concepção e sua encarnação propriamente dita. Quanto mais perto, menos liberdade, pois o processo de esquecimento do passado se agiliza. 

Na gestação, devemos considerar o auxílio que os protetores do espaço oferecem ao Espírito reencarnante, à futura mãe e ao futuro pai. Nos capítulos 11 e 12 de Missionários da Luz, o Espírito André Luís relata todo o processo da reencarnação de Segismundo, um Espírito bastante endividado com relação às leis naturais. Há apelos e palavras de ânimo, a fim de fortalecer a família diante da justiça divina. 

Há uma troca incessante de impressões entre a mãe e o filho que está sendo gerado. Quando o futuro filho é um Espírito inferior ele não traz sensações muito agradáveis. O Dr. Ricardo Di Bernardi diz-nos que a sintonia depauperada dos campos vibratórios pode gerar os enjoos e os desejos extravagantes da futura mãe. Pede, contudo, para não se generalizar, porque o sintoma pode ser meramente físico. 

Um lar equilibrado fornece o ambiente propício para um reencarne tranquilo. Quando este é desarmonizado, tanto a mãe quanto o novo rebento sofrem, inclusive com a influência nefasta de Espíritos imperfeitos.

 mundo espiritual, o verdadeiro mundo, é onde se encontram os Espíritos quando não estão no mundo físico. Lá, eles fazem uma reflexão de sua vida material e programam, quando for a ocasião, uma próxima encarnação. De acordo com a literatura espírita, há palestras, cursos e orientações dos mentores espirituais. Depois de refeitos e bem esclarecidos, são convidados para uma nova etapa de progresso no mundo material. 

Allan Kardec, em O livro dos Espíritos, instrui-nos sobre os dois tipos de perturbação (mudança de um plano existencial para outro) que o Espírito sofre: quando desencarna e vai para a erraticidade; e quando encarna e vem para este mundo. Para reencarnar, há a miniaturização do perispírito e o começo do esquecimento do passado, a fim de possa entrar no mundo material sem os problemas que afligiam a sua consciência. 

Resumindo o processo: através da concepção, um corpo é oferecido ao Espírito. Uma vez oferecido, outro Espírito não poderá habitá-lo em seu lugar. Como o Espírito está ligado e não unido, ele tem liberdade para usar as suas faculdades como lhe apeteça. Essa liberdade, contudo, depende da distância entre o momento da concepção e sua encarnação propriamente dita. Quanto mais perto, menos liberdade, pois o processo de esquecimento do passado se agiliza. 

Na gestação, devemos considerar o auxílio que os protetores do espaço oferecem ao Espírito reencarnante, à futura mãe e ao futuro pai. Nos capítulos 11 e 12 de Missionários da Luz, o Espírito André Luís relata todo o processo da reencarnação de Segismundo, um Espírito bastante endividado com relação às leis naturais. Há apelos e palavras de ânimo, a fim de fortalecer a família diante da justiça divina. 

Há uma troca incessante de impressões entre a mãe e o filho que está sendo gerado. Quando o futuro filho é um Espírito inferior ele não traz sensações muito agradáveis. O Dr. Ricardo Di Bernardi diz-nos que a sintonia depauperada dos campos vibratórios pode gerar os enjoos e os desejos extravagantes da futura mãe. Pede, contudo, para não se generalizar, porque o sintoma pode ser meramente físico. 

Um lar equilibrado fornece o ambiente propício para um reencarne tranquilo. Quando este é desarmonizado, tanto a mãe quanto o novo rebento sofrem, inclusive com a influência nefasta de Espíritos imperfeitos.




19 setembro 2012

Mecânica e Teoria Quântica

1Mecânica é a ciência que estuda os efeitos das forças sobre corpos ou fluidos em repouso ou em movimento. Mecânica quântica é a área da física que estuda a estrutura do átomo e o movimento das partículas atômicas. A mecânica quântica refere-se aos estudos mais amplos da quântica. A teoria quântica, proveniente dos estudos de Niels Bohr, é um termo mais estreito do que a mecânica quântica e demonstra como os átomos irradiam luz. (1)

2. A mecânica quântica pode ser assim compreendida: 1) no interior do átomo, os elétrons – minúsculas partículas de carga elétrica negativa – movem-se descrevendo órbitas em torno de um núcleo de carga positiva; 2) cada órbita quantificada tem um valor particular de energia; 3) esta órbita só pode modificar-se quando o átomo é perturbado. Quando uma força age sobre o átomo, o elétron pode saltar de uma órbita mais alta para uma mais baixa, liberando energia sob a forma de luz; 4) esta luz é liberada sob a forma de um pequeno feixe de energia denominado quantum ou fóton. A energia de um fóton corresponde à diferença de energia das duas órbitas entre as quais ocorreu o salto. (1)

3. Em épocas passadas, os cientistas acreditavam que a luz era uma onda, emitida como um fluxo contínuo. Na mecânica quântica, a luz é um jato de fótons separados, que têm, ao mesmo tempo, características de ondas e partículas.

4. O princípio da incerteza, estabelecido por Heisenberg, tem muita importância para o estudo da mecânica quântica. De acordo com este princípio, a posição e a velocidade de uma partícula não podem ser simultaneamente medidas com precisão.

5. O princípio da sobreposição é outro elemento capital para o entendimento da teoria quântica. Façamo-lo através de um exemplo: pegue um pedaço de giz e quebre-o em dois. Para a física clássica, um pedaço estaria “aqui”; o outro, “lá”. Substituamos o giz por um elétron. No mundo quântico, não há apenas estados de “aqui” e “lá”, mas uma vasta quantidade de outros estados que são misturas dessas possibilidades – um pouco “aqui” e outro tanto “lá”, todos juntos. (2, p. 35)

6. Não nos esqueçamos do experimento da fenda dupla. Este experimento se resume em se ter um bombardeador de elétrons que dispara um feixe contínuo de partículas. Essas partículas colidem com uma tela em que há duas fendas. Depois da tela com fendas, há uma tela de detecção que pode registrar a chegada dos elétrons. Este fenômeno é um exemplo da dualidade onda/partícula do elétron. Os elétrons que chegam um a um têm comportamento corpuscular; o padrão de interferência coletivo resultante é comportamento ondulatório. (2, p. 36)

7. Os estudos da física quântica podem ser aplicados em outros campos de interesse: 1)  lógica quântica. Na lógica clássica, havia a suposição do terceiro excluído. Se dissermos que João é ruivo e que ele se encontra em casa ou no bar, esperamos encontrá-lo num desses dois lugares. Não há meio termo entre “casa” e “não em casa”. Com a teoria quântica, que admite a sobreposição, podemos falar em lógica dos três valores: “verdadeiro”, “falso” e, ainda, a resposta probabilística do “talvez” (2, p. 51 e 52); 2) a computação quântica. A computação quântica leva em conta o princípio da sobreposição. A computação convencional está assentada na combinação de operações binárias (zero e um). Uma chave está ligada ou desligada. No mundo quântico, a chave poderia estar em um estado que é uma sobreposição dessas duas possibilidades clássicas. (2, p. 91 e 92)

8. Para complementarmos este assunto, valhamo-nos das explicações dadas pelo Espírito Emmanuel, em O Consolador (perguntas 15 a 26), em que afirma que a ciência poderá estabelecer as bases convencionais da matéria, mas não a base legítima, em sua origem divina. Acrescenta: “Sob a diretriz divina, a matéria produz força, a força gera o movimento, o movimento faz surgir o equilíbrio da atração e a atração se transforma em amor, identificando-se todos os planos da vida na mesma lei de unidade estabelecida no Universo pela sabedoria divina”. (3, pergunta 21)

Bibliografia Consultada

(1) Enciclopédia Delta Universal

(2) POLKINGHORNE, John. Teoria Quântica. Tradução de Iuri Abreu. Porto Alegre, RS: L&PM, 2011. (Coleção L&PM POCKET Encyclopaedia, v. 985)

3) XAVIER, F. C. O Consolador, pelo Espírito Emmanuel. 7. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1977.




12 setembro 2012

Cremação e Espiritismo

Os seres humanos sempre pensaram em devolver à natureza o que da natureza é, pois na Bíblia está escrito que voltaremos ao pó da terra. O mais comum é devolver o cadáver ao solo, enterrando-o. Contudo, há a cremação, a colocação do cadáver nos rios ou nos mares e, também, levando-o ao alto de uma montanha. É como devolvermos o defunto aos quatro elementos dos antigos: terra, fogo, água e ar.

A morte tem relação com o funeral, o enterro e o cemitério. No funeral, procuramos homenagear os mortos, obter favores dos deuses e prover os mortos com atos considerados necessários para a vida no outro mundo. No enterro, procuramos pôr o cadáver em algum tipo de recipiente, geralmente chamado de esquife ou caixão. No cemitério, alojamos o cadáver em alguma sepultura.

A cremação é a ação de queimar, de reduzir a cinzas. Em se tratando do ser humano, destruir, pelo fogo, os seus restos mortais. Isto é feito em fornos especiais, cuja temperatura deve oscilar entre 1.100 a 1370 graus centigrados. Como símbolo, é a destruição do inferior para que advenha o superior, a salvação do e pelo espírito.

Inumação é o mesmo que sepultamento ou enterro. Defendida pela Igreja, atende à combustão lenta. Para que seja higiênica, deve obedecer às normas técnicas, como, por exemplo, terras bem porosas e sem rochas. 

Estudos médicos mostram que a suposta higiene da cremação não tem sentido quando se sabe que os terrenos para inumação podem ser bem tratados. Segundo esses médicos, as doenças não são transmitidas pelos mortos ou mesmo pelo ar, mas pelo ser vivente.

Espírito desencarnado pode sofrer com a cremação dos elementos cadavéricos? Na resposta à pergunta 151, de O Consolador, o Espírito Emmanuel faz-nos entender que a espera por mais tempo é preferível, porque nas primeiras horas, ainda não foram desfeitos todos os laços sutis que prendiam o Espírito ao corpo físico. Fala-se em esperar pelo menos 72 horas.

Para o Léon Denis, em nota de rodapé, a inumação deve ser preferida à cremação, devido ainda à inferioridade dos seres habitantes no planeta Terra, porque a cremação provoca um desprendimento mais rápido, mais brusco e violento, doloroso mesmo para a alma apegada à Terra por seus hábitos, gostos e paixões. (Denis, 1995, p. 135)

DENIS, L. O Problema do Ser, do Destino e da Dor. 18. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1995

XAVIER, F. C. O Consolador, pelo Espírito Emmanuel. 7. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1977.

Compilaçãohttps://sites.google.com/view/temas-diversos-compilacao/crema%C3%A7%C3%A3o


&&&

Cremação (c. 3000 a.C.) [Origem desconhecida] 

Prática de desfazer-se de cadáveres humanos por meio do fogo.

"Ele é cremado. O cisne da alma enfim alça voo, e escolhe para que lado irá." (Sir Guru Granth Sahib, Livro sagrado sikh)

A prática da cremação — a incineração de um cadáver — começou por volta de 3000 a.C., provavelmente na Europa e no Oriente Médio. A cremação é bem conhecida como uma característica importante de culturas da Índia, mas sua introdução naquele subcontinente se deu em tempos relativamente recentes, por volta de 1900 a.C. 

Desde 1000 a.C. os gregos antigos queimavam os corpos dos soldados caídos em batalhas em solo estrangeiro para que as suas cinzas pudessem ser repatriadas. Associada desta forma com heróis, a cremação passou a ser considerada o término mais adequado para uma vida bem vivida. Permaneceu como um símbolo de status na Roma antiga até a expansão, a partir do século I, do cristianismo, que ensinava que os mortos se reergueriam no fim dos tempos. Isso persuadiu os convertidos a enterrarem os seus mortos, para que os corpos ainda existissem no Dia do Juízo Final. 

Depois disso a cremação saiu de moda e foi proibida em alguns países. Uma das principais objeções não religiosas consistia na possibilidade de utilizar o  método para disfarçar crimes. A atitude global em relação ao conceito mudou no final do século XIX, em parte devido à publicação, em 1874, de Cremação: O tratamento do corpo após a morte, um livro escrito pelo cirurgião da rainha Vitória, Sir Henry Thompson. No Japão a cremação foi legalizada em 1875; o primeiro crematório dos Estados Unidos foi aberto em 1876; e em 1884 as cortes britânicas declararam que era permissível dispor de cadáveres humanos por meio desse processo. 

Atualmente a cremação está muito bem estabelecida na maior parte dos países: no Japão é praticamente universal; na Grã-Bretanha e na Alemanha mais de 50% dos cadáveres são cremados. Apenas os Estados Unidos são contra a tendência: mais de 90% dos americanos ainda são enterrados.  

ARP, Robert (Editor). 1001 Ideias que Mudaram a Nossa Forma de Pensar. Tradução Andre Fiker, Ivo Korytowski, Bruno Alexander, Paulo Polzonoff Jr e Pedro Jorgensen. Rio de Janeiro: Sextante, 2014.





29 agosto 2012

Amai-vos e Instruí-vos

Nas palestras espíritas, ouvimos frequentemente a frase: “amai-vos e instruí-vos”. Quem a proferiu? Onde está situada? Qual o seu alcance? Essa frase encontra-se no capítulo VI (“O Cristo Consolador”) de O Evangelho Segundo o Espiritismo e, mais especificamente, nas instruções dos Espíritos, com o subtítulo “Advento do Espírito de Verdade”.

No quinto parágrafo dessas instruções, há os seguintes dizeres: “Espíritas! amai-vos, eis o primeiro ensinamento; instruí-vos, eis o segundo. Todas as verdades se encontram no Cristianismo; os erros que nele se enraizaram são de origem humana, e eis que, além do túmulo, que julgáveis o nada, vozes vos clamam: Irmãos! nada perece. Jesus Cristo é o vencedor do mal, sede os vencedores da impiedade" (O Espírito de Verdade, Paris, 1860).

Em se tratando do amor, conceito polissêmico, podemos vê-lo sob o ponto de vista do amor egoísta (tudo nos pertence), do amor racional (em que a razão tem grande predominância) e  do amor doação ou incondicional (aquele ensinado por Jesus). Cabe-nos, ao longo de nossa trajetória de progresso, passarmos do amor egoísta ao amor incondicional, em que daremos tudo sem pedir nada em troca.

Instruir é fornecer ou adquirir conhecimentos. É educar ou treinar alguém numa dada atividade. A instrução pode ser do tipo “bancária”, em que o professor dá importância ao “conteúdo da matéria” e instrução “problematizadora”, em que o professor procura formar cabeças pensantes. Há, também, a instrução evangélica, aquela baseada na pedagogia de Jesus, consubstanciada no ensinamento contido no relato da candeia e do alqueire.

Antes de empreender, necessário se faz definir o objetivo. O objetivo da instrução espírita é divulgar os princípios doutrinários do Espiritismo, para que mais pessoas possam entrar em contato com esses ensinamentos de libertação de consciência. Para tanto, o divulgador deve se debruçar sobre as obras básicas e complementares da Doutrina Espírita. Sem isso, assemelha-se ao falso profeta que Jesus denunciava em seu Evangelho. 

Allan Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, ensina-nos que o amor resume inteiramente a doutrina de Jesus. Diz-nos que "no início o homem não tem senão instintos; mais elevado e corrompido, só tem sensações; mais instruído e purificado tem sentimentos; e o ponto delicado do sentimento é o amor, não o amor no sentido vulgar do termo, mas esse sol interior que condensa e reúne em seu foco ardente todas as aspirações e todas as revelações sobre-humanas". (Kardec, 1984, p. 146)

O verdadeiro discípulo do Evangelho deve instruir amorosamente os seus adeptos na preciosa doutrina que dissipa o erro das revoltas.

KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 39. ed. São Paulo: IDE, 1984.

Compilaçãohttps://sites.google.com/view/temas-diversos-compilacao/amai-vos-e-instrui-vos



09 julho 2012

Anencefalia

Encéfalo. Do grego enkephalos, que está dentro da cabeça. O conteúdo da caixa craniana, isto é, cérebro, cerebelo, pedúnculo, protuberância e bulbo. Anencefalia. Anomalia caracterizada pela ausência total do encéfalo. É quase sempre acompanhada de acrania. Anencefaliano. Med. Privado de encéfalo. Os anencefalianos compreendem dois grupos: os anencéfalos aos quais falta o cérebro e a espinhal medula, e os direncéfalos, aos quais falta apenas o cérebro. Entre estas duas formas há outras de transição: os pseudencéfalos e os exencéfalos

Na segunda quinzena de abril de 2012, o Supremo Tribunal Federal legalizou o aborto do feto anencéfalo. Embora tenha sido aprovado por 8 votos a favor e dois contra, houve um viés, pois o Supremo Tribunal Federal legislou, matéria esta que deveria ser deixada a cargo do Poder Legislativo. Uma vez aprovado, devemos obedecer e respeitar a lei.

Como o aborto do anencéfalo pode ser visto segundo a Doutrina Espírita? Para o Espiritismo, o acaso não existe. Todo nascimento é uma prova para os pais e para os filhos. Prova essa que ajuda no crescimento espiritual de ambos. Interromper a gravidez porque a lei permite será um inconveniente para o progresso desse ser junto a uma família, mesmo que seja por minutos, horas ou dias.

Para mais informações, assista aos vídeos do programa do Centro Espírita Ismael, denominado "Minutos com a Doutrina": 





08 junho 2012

Útil, Inútil e Espiritismo

O "útil" caracteriza-se pela intermediação,  vale por tudo aquilo a que se dirige, não  por si mesmo. A criação e a renovação constante são seus atributos. Constroem-se máquinas e equipamentos  com a finalidade de aumentar  produção e produtividade. O produzir por produzir gera angústia, pois não se divisa o "para que" produzir.

O "inútil", em se tratando de um fim em si mesmo, caracteriza-se pela perfeição e pela liberdade. Nesse sentido, a existência lúdica, a estética e a  especulação  intelectual desinteressada tornam-se uma necessidade, porque  distanciam-nos dos aspectos práticos da vida. A contemplação de uma boa  música ou de uma obra de arte pode levar-nos ao êxtase.

O útil relaciona-se ao progresso material; o inútil, ao progresso moral. Como podemos vê-los sob a ótica espírita?  Allan Kardec, ao tratar da Lei do Progresso, diz-nos que os povos  não podem ficar eternamente no estado natural. Afirma-nos, ainda, que conforme as civilizações tornam-se complexas, o homem tem de descobrir novos  meios  de produção, a fim de atender às suas necessidades, que também se ampliam. Portanto, o útil,  em si mesmo, não é fator negativo.

Por outro lado,  esclarece-nos  que  devemos dosar progresso técnico e progresso moral. É difícil os dois caminharem juntos. O progresso material vem à frente, para  desenvolver a inteligência.  Esta, depois, terá condições de escolher  entre  o bem e o mal. Optando pelo bem, sabe-se o que se produz e para que finalidade. O produzir por produzir deixa de existir.

A  Mente, refletida pelos postulados  espíritas, cria condições de conduzir nossas ações para o meio-termo. Possuamos a máquina, mas não nos deixemos possuir por ela.



23 maio 2012

Crianças-Prodígio

Criança é o ser humano na infância, pessoa jovem. Diz-se, também, das pessoas adultas que agem como se fossem crianças. Para casos fora do normal, existem terminologias como “criança autista” (criança extremamente retraída), “criança problema” (criança cujo comportamento se afasta dos padrões normais aceitáveis) e “criança-prodígio” (criança que apresenta quociente de inteligência elevado).

Alguns autores preferem o termo criança bem-dotada em vez de criança-prodígio, havendo também as discriminações criança-excepcionalmente superior (para diferenciar da excepcional retardada) e criança precoce.

Léon Denis, no item 15 da 2.ª parte (“As vidas sucessivas. As crianças-prodígio e a hereditariedade”) do livro O Problema do ser, do Destino e da Dor, cita-nos alguns exemplos de crianças-prodígio. Entre eles, estão: 1) William Hamilton estudava o hebraico aos 3 anos, e aos 7 possuía conhecimentos mais extensos do que a maior parte dos candidatos ao magistério; 2) Willy Ferreros, com 4 anos e meio dirigia com maestria a orquestra do “Folies-Bergêre”, de Paris e depois a do Cassino de Lyon.

Léon Denis explica esses fenômenos: “O trabalho anterior que cada Espírito efetua pode ser facilmente calculado, medido pela rapidez com que ele executa de novo um trabalho semelhante, sobre um mesmo assunto, ou também pela prontidão com que assimila os elementos de uma ciência qualquer. Deste ponto de vista, é de tal modo considerável a diferença entre os indivíduos, que seria incompreensível sem a noção das existências anteriores.”

Qual é a origem das faculdades extraordinárias dos indivíduos que, sem estudo prévio, parecem ter a intuição de certos conhecimentos como as línguas, o cálculo etc.? (Pergunta 219 de O Livro dos Espíritos). Resposta: “Lembrança do passado; progresso anterior da alma, mas do que ela mesma não tem consciência. De onde queres que elas venham? Os corpos mudam, mas o Espírito não muda, embora troque de vestimenta”.

Deste pequeno estudo, verificamos que o elemento básico para a compreensão do tema “criança-prodígio” é a REENCARNAÇÃO. Raciocinando com este princípio, conseguimos refutar as teses da hereditariedade, entre outras. 




11 maio 2012

Parábola dos Lavradores Maus

«Depois começou Jesus a falar-lhes por parábolas. Um homem plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou ali um lagar, edificou uma torre e arrendou-a a uns lavradores, e partiu para outro país. No tempo da colheita enviou um servo aos lavradores, para receber deles do fruto da vinha; mas eles, agarrando-o, o açoitaram e mandaram embora sem coisa alguma. Tornou a enviar-lhes outro servo; e a este o feriram na cabeça, e o carregaram de afrontas. Enviou ainda outro, e a este mataram; e enviou muitos outros, a alguns dos quais açoitaram e a outros mataram. Restava-lhe ainda um, o seu filho amado; a este enviou por último, dizendo: Terão respeito a meu filho. Mas aqueles lavradores disseram entre si: Este é o herdeiro; vinde, matemo-lo, e a herança será nossa. Agarrando-o, mataram-no e lançaram-no fora da vinha. Que fará o senhor da vinha? Virá e exterminará os lavradores e entregará a sua vinha a outros”. (Mateus 21, 33-42; Marcos 12, 1-9; Lucas 20, 9-16)

É a história de um fazendeiro que planta uma vinha e deixa-a a cargo de seus lavradores, que falham em seu dever.

No enredo, o proprietário preocupou-se com os mínimos detalhes para que a produção não se perdesse: sebe, lagar e torre. Em termos religiosos, são as instruções da boa nova, claras e cristalinas, que não foram absorvidas.

Os lavradores maus são os fariseus e os sumo-sacerdotes, que falharam na sua missão de expandir os ensinamentos de Jesus. Foi contada para as pessoas presentes no Templo de Jerusalém durante a última semana antes da morte de Jesus.

Os servos enviados pelo senhor são o profetas do Antigo Testamento e os apóstolos que continuaram suas tarefas. No Velho Testamento, Elias, Eliseu, Daniel e Moisés sofreram duras provações. No Novo Testamento, João Batista foi degolado; Estêvão, lapidado; Paulo, Pedro e Tiago, martirizados. Esses sofrimentos e mortes foram impostos pelas mãos dos “Maus Lavradores”.

Jesus Cristo é o filho do proprietário. Acabou sofrendo martírio na cruz. E, de acordo com as previsões da Parábola, os tais sacerdotes se apossaram da herança com a qual se locupletam fartamente, deixando a Seara abandonada e a Vinha sem frutos para o Proprietário.

A parábola termina com uma frase profética: “Que fará o senhor da vinha? Virá e exterminará os lavradores e entregará a sua vinha a outros”. O que se pode entender? Quando uma verdade nos é revelada, mas não a divulgamos, e havendo necessidade de sua propagação, os Espíritos benfeitores da humanidade procuram outras pessoas para fazê-lo. Exemplo: com a destruição da Palestina, os judeus tiveram que se dispersar pelo mundo. O Reino de Deus, pelas obras dos apóstolos, passou a outros povos.

Explicação de alguns termos:

Vinha - Nas religiões que cercavam a antiga Israel, a videira passava por ser uma árvore sagrada, até mesmo divina, e seu produto o vinho, como bebida dos deuses.

Sebe - Vedação feita de ramos ou varas entrelaçadas.

Lagar - Local com todos os petrechos para a fabricação de vinho.

Torre - Grande edifício com proteção contra os ataques inimigos.

Frutos - Fé e obras caridosas que se esperavam do povo judeu.

Compilaçãohttps://sites.google.com/view/temas-diversos-compilacao/par%C3%A1bola-dos-lavradores-maus



09 maio 2012

Adoção e Espiritismo

Adoção. Do latim adoptio, do verbo adoptare, escolher, adotar. Dir. Ato jurídico que cria entre duas pessoas vínculo de parentesco civil semelhante ao da paternidade e filiação legítimas. É o ato de tomar o filho do outro como sendo seu. Em se tratando do Código Civil, os artigos 134 e 375 lembram-nos de que só os maiores de trinta anos podem adotar e o adotante há de ser, pelo menos, dezesseis anos mais velho que o adotado. Diz-nos, também, que ninguém pode adotar, sendo casado, senão decorridos cinco anos após o casamento.

responsabilidade moral do casal que adota um filho obriga seus cônjuges a dispensar amor, educação e cuidados aos filhos adotivos, como se eles fossem nascidos daqueles que o adotaram.

Os dois lados da mesma moeda. Pais entregam seus filhos para serem adotados por não poderem sustentá-los adequadamente; outros não são casados e preferem não criar o filho. Casais adotam filhos por causa da impossibilidade de ter filhos. No Brasil, um casal sem filhos há mais de cinco anos pode adotar uma criança. Em alguns lugares existem leis que proíbem que a identidade dos pais verdadeiros seja revelada, e vice-versa.

Para a psicóloga Márcia Fuga, a impossibilidade de ter filhos biológicos gera, no casal, o desejo de adotar uma criança, pois o filho traz a sensação de valorização, a oportunidade de produzir coisas boas, de poder trocar afeto. Quando o casal aventa a possibilidade de adotar uma criança, aí começa a gestação emocional, que é toda a preparação psicológica para trazer ao lar um ser de outro casal.

Em se tratando do Espiritismo, o Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, diz-nos que o corpo procede do corpo, mas o Espírito, não. Eis aí uma forte razão para se adotar uma criança. O Espiritismo ensina-nos, também, que todos somos filhos de um mesmo Pai. Não somos donos nem do nosso próprio corpo. Por isso, o espírita que se propõe a adotar uma criança deverá dar-lhe a mesma educação e os mesmos cuidados que dispensaria ao seu filho natural.

Ao se adotar uma criança, vem à mente se não é dívida do passado. Isso pode ocorrer, porque o acaso não existe: pais abandonam seus filhos; maltratam-se reciprocamente; provocam aborto... Tudo isso fica registrado na contabilidade divina, e que deverá ser ressarcido. O que não podemos admitir é que toda adoção é dívida do passado. Podemos também fazê-lo por um gesto de amor incondicional, para o engrandecimento de nossa alma.

Tendo condições morais e financeiras, adotemos uma criança, dando-lhe educação adequada, procurando desviá-la da porta larga das drogas e do crime.  



13 abril 2012

Santíssima Trindade

Santíssimo vem de santo. Santo significa essencialmente puro, perfeito. Santíssimo é o superlativo de santo, ou seja, extremamente santo.  Trindade é a união de três pessoas distintas num só Deus. As três pessoas do dogma cristão: Pai, Filho e Espírito Santo. Figuradamente, quaisquer grupos de três elementos.

Tríade e Trindade, embora representem um grupo de três elementos, não significam a mesma coisa. A palavra “tríade” aparece em diversas religiões, demonstrando o aspecto trinitário da divindade. A diferença fundamental com relação ao termo “Trindade” é que este último, baseado na revelação, dá-nos a entender a existência três pessoas distintas num único Deus. A teologia, por seu turno, faz esforços hercúleos para compreender a Trindade. Para tanto, usa conceitos como hipóstase, pessoa, essência, processão e relação

Vejamos um exemplo de Tríade. Os Druidas, sacerdotes celtas na Europa pré-romana, desenvolveram um sistema religioso baseado exclusivamente nas Tríades.  Em linhas gerais, usavam os termos Annoufn (círculo da necessidade), Abred (círculo do desenvolvimento) e Gwynfyd (desfrute da plenitude). Objetivo: passar do abismo Annoufn para as alturas sublimes do Gwynfyd. 

Teófilo de Antiloquia, no fim do século II e Tertuliano, no princípio do século III, já empregavam o Deus único em três pessoas. O mistério surge quando a Igreja propõe a presença, no seio de Deus único, de três pessoas distintas, mas iguais e substanciais. É a partir daí que começam a surgir contradições entre fé e razão, pois a razão poderia levar à negação do mistério.

As hipóteses que surgiram foram: 1) serem três pessoas distintas; 2) do monarquismo, em que Deus está no topo; do subordacionismo, em que Deus é mais importante do que o Filho e este mais do que o Espírito Santo. A Igreja, para evitar esses tipos de contradições, cedeu à definição solene da fé, em que a Santíssima Trindade pode ser definida assim: “mistério de três pessoas realmente distintas em uma só e a mesma substância, natureza ou essência; ou mais brevemente: mistério de um só Deus em três pessoas”.

Para o Espírito Emmanuel, o dogma da Trindade é uma adaptação da Trimûrti da antiguidade oriental, que reunia nas doutrinas do bramanismo os três deuses – Brama, Vishnu e Siva. Para José Herculano Pires, o dogma Trindade é proveniente dos mitos da Trindade antiga como, por exemplo, o mito egípcio (Osíris, Isis e Horus). Com base nesses mitos, a Igreja pode incluir Cristo como a segunda Pessoa da divindade.

A Doutrina Espírita postula a individualidade de cada Espírito, quer esteja encarnado, quer desencarnado. Nesse caso, é impossível que um mesmo Espírito se divida em três. Além do mais, para o Espiritismo, Deus não é pessoa, mas a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas. 


23 março 2012

Esperança e Religião

esperança consiste no desejo de um bem futuro. Quando o bem futuro é o Reino de Deus, ela transforma-se numa virtude religiosa. A esperança é essencial para a vida do homem. Isto porque a vida humana não se restringe a um dia, mas a um processo, longo e duradouro. A esperança pressupõe o encontro com o outro. Dentre as esperanças, há a grande esperança, que é o encontro com Deus, abrangendo toda a nossa vida. 

Nós, seres humanos, precisamos sonhar, imaginar o futuro, mesmo sabendo que muitos desses sonhos não se realizarão. O marxismo critica o cristianismo; acha que este é o ópio do povo, porque os seus adeptos transferem o gozo presente pelo gozo futuro, quando estarão no Reino do Céu.  Mesmo recebendo muitas críticas, o cristão verdadeiro continua a ter esperança, pois sonhar é viver.  

Esperança não é segurança. Desalentado, o homem procura substituir a esperança pela segurança: prova disso são o auxílio-doença, o seguro-desemprego e a aposentadoria. Esses auxílios nos fornecem uma garantia financeira, mas não criam a esperança. A esperança é liberdade, é a espontânea aceitação do futuro, com seus riscos, dissabores e, também, alegrias. 

Todo o Antigo Testamento constitui uma história da esperança, pois Israel sempre esperou o Deus que lhe desse a salvação universal, que é o reino de Deus. Abraão já abençoava os futuros povos. Os profetas pregavam contra as falsas esperanças: a força, o dinheiro, a riqueza e o poder. Deus viria testemunhar a justiça, trazer-nos a esperança e elucidar-nos sobre a transformação interior.

A mensagem de Cristo também se concentra na esperança, tendo por base a pregação do Reino de Deus. Ainda: “Jesus, na condição de mestre divino, sabe que os aprendizes nem sempre poderão acertar inteiramente, que os erros são próprios da escola evolutiva e, por isto mesmo, a esperança é um dos cânticos sublimes do seu Evangelho de Amor” (1).

Fonte de Consulta

IDÍGORAS, J. L. Vocabulário Teológico para a América Latina. São Paulo: Paulinas, 1983

(1) XAVIER, F. C. Vinha de Luz, pelo Espírito Emmanuel. 3. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1971. (cap. 75)

&&&

ChatGPT (15/05/2023)

Esperança e religião estão frequentemente relacionadas, pois a religião muitas vezes oferece uma fonte de esperança para as pessoas. A esperança pode ser definida como a crença otimista de que algo desejado acontecerá ou que as coisas melhorarão. A religião, por sua vez, pode fornecer esperança de várias maneiras:

Significado e propósito: A religião muitas vezes oferece respostas e significado para perguntas fundamentais sobre a vida, como a origem, o propósito e o destino do ser humano. Acreditar em uma ordem divina ou em um plano maior pode dar esperança de que existe um propósito para as experiências e desafios da vida.

Vida após a morte: Muitas religiões ensinam a existência de uma vida após a morte ou de uma realidade espiritual além do mundo material. Essa crença pode proporcionar esperança de que a morte não é o fim absoluto e de que há uma continuidade da existência após a morte.

Providência divina: A crença em uma divindade benevolente pode oferecer esperança de que há um ser superior que cuida e se preocupa com as pessoas. Acreditar que um poder superior está envolvido nas circunstâncias da vida e que pode intervir para trazer ajuda e conforto pode trazer esperança em momentos difíceis.

Orientação moral e valores: As religiões geralmente fornecem um conjunto de princípios éticos e morais que orientam o comportamento humano. Esses valores podem oferecer esperança de que, ao seguir um caminho virtuoso e agir de acordo com as normas religiosas, as pessoas possam alcançar a paz, a felicidade e uma vida significativa.

Comunidade e apoio: A participação em uma comunidade religiosa pode oferecer um senso de pertencimento, apoio social e cuidado mútuo. Esse senso de comunidade e conexão pode trazer esperança de que as pessoas não estão sozinhas em suas lutas e dificuldades, e que há uma rede de suporte disponível para ajudar.

É importante ressaltar que a relação entre esperança e religião é complexa e pode variar de pessoa para pessoa. Nem todas as pessoas têm uma fé religiosa ou encontram esperança por meio da religião. A esperança também pode ser encontrada em outras fontes, como relacionamentos, conquistas pessoais, objetivos futuros, entre outros. A experiência de esperança é individual e pode ser influenciada por diversos fatores, incluindo a espiritualidade e a fé religiosa.


  

17 março 2012

Influência e suas Consequências

Influência é o poder, o prestígio, a ascendência de uma pessoa ou de uma coisa sobre outra. É um poder que irradia valores, sentimentos, amor, conselho, edificação, ânimo e orientação do educador para o educando. Tem uma abrangência universal e onidirecional.

Vivemos no meio de raios, ondas, correntes, vibrações, mentes e mediunidade. A eletricidade e o magnetismo, o movimento e a atração palpitam em tudo. O veículo carnal é um turbilhão eletrônico regido pela consciência. 

Toda ação tem a sua consequência. O nosso modo de pensar influencia o nosso próximo, este o seu próximo, o seu próximo outro próximo e, assim, todos acabam influenciando o Planeta Terra que, por sua vez, influencia outros planetas. Pelo poder irradiante do pensamento, uma dor no outro lado do Planeta pode ser também nossa. Cada indivíduo, com os sentimentos que lhe caracterizam a vida, emite raios específicos e vive no meio de vibrações com as quais se identifica.

A influência no malSão os indivíduos que vivem constantemente com os pensamentos malsãos, muitas vezes chafurdados no crime, na destruição do próximo. As consequências deste tipo de comportamento não se restringem simplesmente a esta encarnação, mas pode ser estendida para as próximas. Os que reencarnam com paralisia e impedimentos físicos diversos podem ser exemplos claros dos hábitos menos felizes do passado delituoso.

A influência no bem. As pessoas que pensam e praticam o bem exalam simpatia, amor e compaixão. Quando nos aproximamos delas, sentimos um bem-estar sem tamanho. Se, as consequências para quem pratica o mal são lastimosas, estas são prestimosas, pois nos dão mais liberdade de ação e mais conforto em nosso desencarne. É a coroação da passagem pela porta estreita dos sofrimentos, pela renúncia aos desejos, pela prática incessante da caridade. 

Seja qual for o problema que nos visite, esforcemo-nos por manter os nossos pensamentos elevados. Com isso, influenciaremos positivamente aqueles que nos rodeiam.




07 março 2012

Dinheiro

dinheiro é o símbolo de riqueza, poder e prestígio. Ele é o deus deste mundo, sob o qual se prostram todos os seus adoradores. Pode ser um elemento-chave de pensamento, que condiciona o ser humano por toda a sua vida, deixando em segundo plano os valores de amor, fidelidade e religiosidade. Interpretando-o como uma forma de miséria humana, Papini diz que o dinheiro é o “excremento” corrompido do diabo.

Até o limiar da época moderna, usávamos o termo “riqueza” para designar a posse de bens materiais, tais como, casas e terrenos; a partir da Idade Média, com a expansão do comércio, o dinheiro adquiriu o estatuto de riqueza a ponto de se tornar o seu sinônimo para a maioria das pessoas. Posteriormente, a sua acumulação passa a ser um dos principais objetivos da atividade econômica, caracterizando e fortalecendo o sistema capitalista de mercado.

Embora o dinheiro tenha adquirido o status de riqueza, ele é simplesmente um meio de troca. Em vez de usarmos sal, boi e farinha, optamos pelo dinheiro, pela sua facilidade nas transações de mercadorias. Que necessidade de dinheiro teria o indivíduo numa ilha solitária, como aconteceu com Robinson Crusoé? Uma faca e uma vara de pescar teriam mais utilidade. Foi mais por causa do cosmopolitismo que virou sinônimo de riqueza. Daí, a impressão de que quanto mais dinheiro mais rico o indivíduo é.  

Em se tratando do aspecto religioso, Jesus Cristo compara o dinheiro ao deus Mamon, que compete com do Deus verdadeiro, enaltece o óbulo da viúva e profere a frase: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. Seguindo os seus exemplos, os primeiros cristãos vendiam os seus bens e com o dinheiro arrecadado socorriam aos mais pobres em suas necessidades.

O dinheiro é ao mesmo tempo expressão de grandeza e de perdição. O problema está na sua posse. Por isso, o apóstolo Paulo, em I Timóteo, 6,10, diz-nos: “A paixão pelo dinheiro é a raiz de toda a espécie de males e, nessa cobiça, alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores”. Acrescentemos, também, a frase: “Pois que aproveitaria ao homem ganhar o mundo todo e perder a sua alma?” — Jesus (Marcos, 8,36).

Se não prestarmos atenção, tudo gira em torno do dinheiro: arte, filosofia, cultura e mesmo a religião eletrônica. Lembremo-nos, assim, do dístico evangélico de repartir com o próximo o que Deus nos ofertou, quer seja dinheiro, tempo e recursos pessoais.






06 março 2012

Consciência (Moral)

consciência, em seu sentido amplo, é a capacidade de perceber as realidades internas e externas. A consciência moral, por sua vez, é a capacidade de o ser humano avaliar interiormente o que há de bom ou de ruim em uma dada ação. Quando falamos em consciência moral, devemos fazer uma diferença substancial entre a lei, que são normas gerais, e a consciência, que avalia o “hic et nunc” de cada ação. 

Na pergunta 621 de O Livro dos Espíritos, os Espíritos orientam-nos que a lei de Deus está escrita na consciência do ser. Estar escrita é o que há de inato na consciência. Contudo, a lei de Deus precisa ser atualizada, lembrada e esclarecida, para que se torne algo natural em cada uma de nossas ações. Disso resulta que o imperativo “faça isso” ou “não faça aquilo” seja exercitado com o mínimo de consequências negativas, no sentido de evitar a culpa, o remorso e coisas semelhantes.

Na Bíblia, a consciência é designada de “coração”, tendo uma dimensão interior e exterior. No mito do paraíso, Adão e Eva, por exemplo, passam pelo drama da consciência humana: de um lado a ordem divina; do outro, a serpente, que lhe sugere o mal. Nesse caso, eles agem livremente mesmo contra aquilo que sua consciência lhes aponte como justo. No relato de Caim e Abel, nota-se a consciência tisnada após o crime. Diante desses e de outros deslizes, há os profetas, que constituem a consciência social, aqueles que vêm nos lembrar, despertar a nossa consciência para o bem e a verdade.

Ao longo do tempo, porém, a lei escrita teve mais peso do que a lei moral. Os fariseus, por exemplo, quiseram aplicar a lei de forma objetiva e calculada. Jesus Cristo, ao contrário, procurou combater a moral exterior. Em Lucas 11, 33 a 35, ele diz: “E ninguém, acendendo uma candeia, a põe em oculto, nem debaixo do alqueire, mas no velador, para que os que entram vejam a luz. A candeia do corpo é o olho. Sendo, pois, o teu olho simples, também todo o teu corpo será luminoso; mas, se for mau, também o teu corpo será tenebroso. Vê, pois, que a luz que em ti há não sejam trevas”.  

Paulo, em suas epístolas, desenvolveu a doutrina da consciência. Para ele, a moralidade não pode estar atrelada à Lei, que é exterior, mas ao coração, que é interior. Em Romanos 2, 14 e 15, ele diz: “Porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei; os quais mostram à obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os”.

É lastimável a disseminação do medo, da culpa e do individualismo no mundo moderno. Para desviarmos os seres humanos desse matiz, aceleremos, desde a infância, a reta formação da consciência.

Fonte de Consulta

IDÍGORAS, J. L. Vocabulário Teológico para a América Latina. São Paulo: Paulinas, 1983.

 

29 fevereiro 2012

Judas Iscariotes e a Paixão de Cristo

Na semana em que se comemora a Paixão de Cristo, costuma-se "malhar o Judas". Geralmente, as pessoas o fazem inconscientemente, movidas mais pelos costumes do que pelo fato em si. O Irmão X, no capítulo 5 ("Judas Iscariotes"), do livro Crônicas de Além-Túmulo, pela psicografia de Chico Xavier, mostra-nos o erro que cometemos, pois não levamos em conta a atuação do tempo na evolução do Espírito.

Judas, explicando o ocorrido, diz: "Jesus estava entre essas forças antagônicas com a sua pureza imaculada. Ora, eu era um dos apaixonados pelas idéias socialistas do Mestre, porém o meu excessivo zelo pela doutrina me fez sacrificar o seu fundador. Acima dos corações, eu via a política, única arma com a qual poderia triunfar e Jesus não obteria nenhuma vitória. Com as suas teorias nunca poderia conquistar as rédeas do poder já que, no seu manto de pobre, se sentia possuído de um santo horror à propriedade. Planejei então uma revolta surda como se projeta hoje em dia na Terra a queda de um chefe de Estado. O Mestre passaria a um plano secundário e eu arranjaria colaboradores para uma obra vasta e enérgica como a que fez mais tarde Constantino Primeiro, o Grande, depois de vencer Maxêncio às portas de Roma, o que aliás apenas serviu para desvirtuar o Cristianismo. Entregando, pois, o Mestre, a Caifás, não julguei que as coisas atingissem um fim tão lamentável e, ralado de remorsos, presumi que o suicídio era a única maneira de me redimir aos seus olhos".


28 fevereiro 2012

Silêncio

De acordo com o dicionário, podemos dizer que o silêncio é a ausência de qualquer ruído, um estado de sossego, de repouso.  Para a filosofia, porém, o silêncio não se confunde com ausência de qualquer ruído; ele representa apenas a abolição da palavra ou da linguagem. Em termos metafísicos, a experiência do silêncio gera uma angústia existencial: "O silêncio eterno dos espaços infinitos me apavora", diz Pascal. Há, também, a experiência mística, que liga o silêncio à oração, à meditação, ao ascetismo e à solidão.

O silêncio segundo alguns pensadores. Para Confúcio, “O silêncio é um amigo que nunca atraiçoa”; para Thomas Browne, “Não penses que o silêncio é a sabedoria dos tolos. Pelo contrário, no devido tempo e no devido lugar, é a honra dos sábios, que não possuem a fraqueza, senão a vontade de calar”; para Alejandro Casona, “Não falar nunca de uma coisa não quer dizer que não se sinta”; para Marcel Arnac, “Saber falar é bom; saber calar é melhor. Quantos cretinos passaram por pessoas inteligentes, simplesmente porque, tendo sabido calar, pensaram as mesmas cretinices que os outros pensaram, mas não as disseram”.

O silêncio é uma atitude fundamental do ser humano, que apresenta aspecto negativo e positivo. Em termos negativos, alude-se à passividade, ao isolamento e à incomunicabilidade. Positivamente, é o momento de reflexão da palavra, da meditação, da assimilação daquilo que foi dito. Sem o silêncio o indivíduo ficaria muito restrito às comunicações verbais sem os fundamentos da profundidade. Ouviria e passaria sem que pudesse ter um peso na evolução do ser humano.

Na Bíblia, há várias passagens acerca do silêncio, tanto no sentido negativo quanto no sentido positivo. A loquacidade, por exemplo, é condenada pela sua leviandade. O domínio da língua, por outro lado, é sinal de autodomínio. Em certo trecho dos Provérbios, “A língua assemelha-se ao timão de um navio, que é preciso dirigir e controlar”. “A sabedoria está em saber calar e saber falar em seu devido tempo”. (Ecl 3, 1-7)

Em se tratando de nossa relação com Deus, silêncio absoluto, estejamos atentos às palavras de Cristo, que veio ao mundo para nos ensinar a obediência ao Pai, no sentido de fazer transcender a nossa alma enfermiça. Por isso, o cuidado de não nos apegarmos demasiadamente à superficialidade do cotidiano, às sugestões da mídia, às sugestões de outras tantas inutilidades para a evolução real do nosso Espírito.

O silêncio é o lenitivo para todas as nossas dores. Exercitemo-nos em ouvir os outros, pois todos podem ser nossos professores em algum detalhe da vida.

&&&

“Quando a ascética cristã fez a apologia do silêncio, não o fez como negação da comunicação, que é a expressão suprema dos valores interpessoais, mas sim como um serviço a essa comunicação com Deus e com os irmãos”.

Essa apologia foi feita para arrancar a comunicação de seus caminhos rotineiros e superficiais e canalizá-la para as profundezas de um autêntica experiência.

Silêncio representa traição à causa quando a situação exige que se proclame corajosamente o Evangelho.

A maravilha de Deus também provoca no homem o silêncio da surpresa, da estupefação.

Neste mundo de tantas palavras tão falsas e superficiais é preciso aprender a fazer silêncio e ponderar bem aquilo que vai dizer, para não repetir slogans maquinalmente, mas falar como expressão de vivência interior. 

IDÍGORAS, J. L. Vocabulário Teológico para a América Latina. São Paulo: Paulinas, 1983.

&&&

"A infelicidade de um homem começa com a incapacidade de estar a sós, consigo mesmo, num quarto." (Pascal)

Isso diz respeito ao silêncio. Pesquisas da Universidade de Virginia e da Harvard mostram que este problema é bem atual. No teste que aplicaram aos pretendentes (permanecer 6 a 15 minutos em silêncio total), poucos lograram êxito. 



25 fevereiro 2012

Hipócritas e Hipocrisia, em o Evangelho Segundo o Espiritismo

Introdução de O Evangelho Segundo o Espiritismo

Em “Notícias Históricas”, no item Fariseus, temos: “Acreditavam, ou, pelo menos, fingiam acreditar na Providência, na imortalidade da alma, na eternidade das penas e na ressurreição dos mortos”. Jesus, que prezava a simplicidade e as qualidades da alma, procurou, em toda a oportunidade, desmascarar-lhes a hipocrisia.

Em “Sócrates e Platão, Precursores da Ideia Cristã e do Espiritismo”, extraímos: Sócrates, como o Cristo, foi vítima do fanatismo, por haver atacado as crenças que encontrara e colocado a virtude real acima da hipocrisia e do simulacro das formas; o combate aos preconceitos religiosos tem esse preço. 

Capítulo VIII  Bem-Aventurados Aqueles que Têm Puro o Coração.

Em “A Verdadeira Pureza. Mãos não lavadas”, temos: “Hipócritas, bem profetizou de vós Isaías, quando disse: Este povo me honra de lábios, mas conserva longe de mim o coração; é em vão que me honram ensinando máximas e ordenações humanas." (Mateus, 15, 1 a 20)

Comentário: Não é o que entra pela boca que macula o homem, mas o que sai, pois o que sai provém do coração.

Capitulo X    Bem-Aventurados Aqueles que São Misericordiosos

Em “O Argueiro e a Trave no Olho”, temos: “Como é que vedes um argueiro no olho do vosso irmão, quando não vedes uma trave no vosso olho? - Ou, como é que dizeis ao vosso irmão: Deixa-me tirar um argueiro ao teu olho, vós que tendes no vosso uma trave? - Hipócritas, tirai primeiro a trave ao vosso olho e depois, então, vede como podereis tirar o argueiro do olho do vosso irmão”(Mateus, 7, 3 a 5.)

Comentário: vemos o mal que há no outro, mas somos incapazes de ver o mal que há dentro de nós. Este é o grande problema da Humanidade. Para resolvê-lo, deveríamos nos colocar no lugar do outro.

Capítulo XI — Amar ao Próximo como a Si Mesmo

Em “Dai a César o que é de César”, os discípulos dos fariseus fazem a seguinte pergunta a Jesus: É-nos permitido pagar ou deixar de pagar a César o tributo? “Jesus, porém, que lhes conhecia a malícia, respondeu: Hipócritas, por que me tentais? Apresentai-me uma das moedas que se dão em pagamento do tributo. E, tendo-lhe eles apresentado um denário, perguntou Jesus: De quem são esta imagem e esta inscrição? - De César, responderam eles. Então, observou-lhes Jesus: Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. (Mateus, 22, 15 a 22; Marcos, 12, 13 a 17.)

Comentário: a questão proposta tinha o cunho de transformar um problema político em religioso. Mas, “Jesus conhecendo sua malícia”, evita a dificuldade, dando-lhes uma lição de justiça, dizendo-lhes para restituírem a cada um o que lhe era devido.

Capítulo XII — Amai os Vossos Inimigos

Em “A Vingança”, os Espíritos nos instruem que a vingança, as mais das vezes assume aparências hipócritas, ocultando nas profundezas do coração os maus sentimentos que o animam. “Toma caminhos escusos, segue na sombra o inimigo, que de nada desconfia, e espera o momento azado para sem perigo feri-lo...”

Capítulo XIII  Que a Vossa Mão Esquerda não Saiba o que Dá a Vossa Mão Direita

Em “Fazer o Bem Sem Ostentação”, anotamos: “Tende cuidado em não praticar as boas obras diante dos homens, para serem vistas, pois, do contrário, não recebereis recompensa de vosso Pai que está nos céus. - Assim, quando derdes esmola, não trombeteeis, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Digo-vos, em verdade, que eles já receberam sua recompensa. - Quando derdes esmola, não saiba a vossa mão esquerda o que faz a vossa mão direita; - a fim de que a esmola fique em segredo, e vosso Pai, que vê o que se passa em segredo, vos recompensará”. (Mateus, 6 , 1 a 4.)

Comentário: esta passagem evangélica caracteriza a beneficência modesta; é sinal de grande superioridade moral, pois quem o faz deixa de lado a vida presente e concentra-se na vida futura; deixa de lado o reconhecimento dos homens para, se possível, ter o reconhecimento de Deus.

Capítulo XXI — Haverá Falsos Cristos e Falsos Profetas

Em “Não Acrediteis em Todos os Espíritos”, temos: “O Espiritismo revela outra categoria bem mais perigosa de falsos Cristos e de falsos profetas, que se encontram, não entre os homens, mas entre os desencarnados: a dos Espíritos enganadores, hipócritas, orgulhosos e pseudo-sábios, que passaram da Terra para a erraticidade e tomam nomes venerados para, sob a máscara de que se cobrem, facilitarem a aceitação das mais singulares e absurdas ideias”.

Comentário: se não analisarmos cuidadosamente a mensagem dos Espíritos, poderemos facilmente cair em suas ciladas.

Capítulo XXVII  Pedi e Obtereis

Em “Qualidades da Prece”, temos: “Quando orardes, não vos assemelheis aos hipócritas, que, afetadamente, oram de pé nas sinagogas e nos cantos das ruas para serem vistos pelos homens. - Digo-vos, em verdade, que eles já receberam sua recompensa...” (Mateus, 6, 5 a 8.)

Comentário: procuremos orar sempre em silêncio, no âmago do nosso coração.

Capítulo XXVIII — Coletâneas de Preces Espíritas

Em “Para Afastar os Maus Espíritos”, anotamos “Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, que limpais por fora o copo e o prato e estais, por dentro, cheios de rapinas e impurezas. - Fariseus cegos, limpai primeiramente o interior do copo e do prato, a fim de que também o exterior fique limpo. - Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, que vos assemelhais a sepulcros branqueados, que por fora parecem belos aos olhos dos homens, mas que, por dentro, estão cheios de toda espécie de podridões. - Assim, pelo exterior, pareceis justos aos olhos dos homens, mas, por dentro, estais cheios de hipocrisia e de iniquidades”. (Mateus, 23, 25 a 28.)

Comentário: os Espíritos não se afastam pela ordenança ou pelo pedido. Precisamos despojar de nós o que os atrai.