13 dezembro 2022

Palavra e Responsabilidade

“Palavra e Responsabilidade” é o título do capítulo X do livro Evolução em Dois Mundos, pelo Espírito André Luiz, psicografado por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira. Neste capítulo, esclarece-nos sobre o aperfeiçoamento das engrenagens do cérebro para que pudéssemos atingir um estado mais consciente da responsabilidade da palavra.

Anotamos alguns tópicos deste estudo.

Finalidade do aparecimento da linguagem entre os animais. Para que as engrenagens do cérebro fossem aperfeiçoadas, o princípio inteligente sentiu a necessidade de comunicação com os semelhantes. Surgiram, assim, o fonema e a mímica, que serviram tanto para defesa como para a comunicação.

A evolução do processo inicial. Do lobo que grita pelos companheiros, passando pelo gato que mia, o cavalo que relincha de maneira particular e a galinha que emite interjeições adequadas, chegamos ao cão que é quase humano, em seus gestos de contentamento e em seus ganidos de dor.

O teor das intervenções dos Instrutores do Espaço. O corpo espiritual do homem infraprimitivo recebe intervenções sutis no órgão de fonação para que a palavra articulada pudesse assinalar novo ciclo de progresso.

A laringe e as cordas vocais são elaboradas pelos Condutores Espirituais. Os Condutores Espirituais se comportam como exímios cirurgiões. Para que a palavra se tornasse uma realidade, houve necessidade de eles fazerem, ao longo do tempo, diversas operações na região da laringe.

A promoção do mecanismo da palavra. O mecanismo da palavra é o resultado de um trabalho vagaroso e constante dos Técnicos da Espiritualidade Superior, que manipularam incessantemente a cartilagem da garganta, sob os mais diversos aspectos, para que as cordas vocais finalmente se tornassem aptas a emitir o som das palavras.

A força da palavra está na mente. Os Sábios Tutores vão inspirando ao homem a mecânica da palavra, no sentido de fazê-lo compreender que a força com que aciona os implementos da voz está na mente, e que esta apenas reforça a linguagem mímica e primitiva, por ele adquirida na longa viagem através do reino animal.

Aparecimento do pensamento contínuo. Pelo exercício contínuo da palavra, as ideias-relâmpagos ou as ideias-fragmentos da crisálida de consciência, no reino animal, se transformam em conceitos e inquirições, traduzindo desejos e ideias de alentada substância íntima.

Volta do pensamento sobre si mesmo. No repouso, durante o sono comum, o indivíduo começa a receber a visita dos Benfeitores Espirituais que o instruem sobre as questões morais. O continuísmo da ideia consciente acende a luz da memória sobre o pedestal do automatismo.

A luta evolutiva. Orientado pelos Instrutores do Espaço, o indivíduo começa a trocar a sua violência da fera, que precisava matar para sobreviver, para uma vida de reflexão sobre a causa das coisas... Daí, a metamorfose que se processa ao longo do tempo, calcada na moral.

Nascimento da responsabilidade. Pelo reconhecimento ínfimo e frágil diante da vida, compreendeu que, perante Deus, seu Criador e seu Pai, estava entregue a si mesmo.

Compilação: https://sites.google.com/view/temas-diversos-compilacao/palavra-e-responsabilidade



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