24 dezembro 2022

Voltei: Notas do Livro

"Se o homem soubesse a extensão da vida que o espera além da morte do corpo, certamente outras normas de conduta escolheria na Terra!”

Volteicopyright 1949, é um livro ditado pelo Espírito Irmão Jacob [Frederico Figner, trabalhador da Federação Espírita Brasileira], psicografado por Francisco Xavier. Neste compendio, esforça-se por nos transmitir as impressões de um encarnado que passa para o outro lado da vida.

Algumas notas extraídas do livro

Mensagem inicial. A prática de alguns atos de solidariedade não nos tornam quitados com a Lei; o apoio de algum mentor amigo não nos conduz ao paraíso.

Dificuldades do intercâmbio mediúnico. Por mais que os Espíritos desejem, a mensagem transmitida depende da cooperação do médium, que nem sempre está bem preparado para esse trabalho. [Capítulo 1]

Frente à morte. Relatou que teve a impressão de ter dois corações batendo em seu peito: o de carne, descompassado; o outro, mais equilibrado, mais profundo... [Capítulo 2]

Lição do transe. Percebeu que os objetos de uso pessoal emitem radiações, e quando imantados ao nosso psiquismo, dificultam a nossa real libertação do mundo material. [Capítulo 3]

Sensação de estar num “corpo de ilusão”. Isso acontece porque, segundo Bezerra de Menezes, o poder da vida ilimitada na criação de Deus é infinito. [Capítulo 4]

Desligamento final. Viu-se projetado a enorme distância, e o choque o assaltou tão bruscamente que julgou ter chegado o momento de “outra morte”. [Capítulo 5]

Percalços do caminho. Bezerra de Menezes, uma espécie de supervisor da viagem, apontou que haveria surpresas dolorosas. Nesse sentido, todos deveriam manter a serenidade e o desapego para não serem vítimas das trevas. [Capítulo 6]

O incidente em viagem. Na viagem, o grupo deveria passar por uma ponte sobre um abismo, repleto de Espíritos trevosos. Um deles lembrou que havia matado uma pessoa. Foi o estopim para as trevas se levantarem. [Capítulo 7]

Sensação de encontrar amigos da Doutrina. O Irmão Jacob sentiu-se surpreso e muito jubiloso ao encontrar Guillon, Cirne, Inácio Bittencourt e Sayão. [Capítulo 8]

Esclarecimentos sobre o esquecimento. Para o instrutor Andrade, a encarnação e a desencarnação constituem choques renovadores para o ser. Em se tratando da reabsorção das reminiscências, os seres mais evoluídos têm-na quase que instantaneamente, enquanto os outros, devem esperar pacientemente para não provocar perturbações destrutivas. [Capítulo 9]

O julgamento dos atos. O instrutor Andrade elucidou-nos que a morte não nos conduz a tribunais vulgares e, sim, à própria consciência, e dentro de nós mesmos, encontramos, de acordo com os conhecimentos evangélicos hauridos no mundo, os pontos vulneráveis do Espírito e a maneira de corrigi-lo. [Capítulo 10]

Fenômenos de sintonia espiritual. O irmão Andrade disse que, através de semelhante processo, era possível comunicar-se com o círculo físico, quando o intermediário terreno possa conservar a mente na onda de ligação mental durante o tempo indispensável. [Capítulo 11]

Encontro com Guillon e Schutel. Houve muita conversa e troca de ideias a respeito do trabalho de educação evangélica aos encarnados. Guillon e Schutel salientaram que o importante é não ferir-lhes o livre-arbítrio. [Capítulo 12]

Destino do drogado após o desencarne. De acordo com o Espírito Guillon, o drogado vagueará por aí, à vontade dos verdugos que o exploram, até que, um dia, delibere, modificar-se, intimamente, para o bem de si mesmo. [Capítulo 13]

Encontro com Thomas Edison. Quanto ao seu invento, disse que Deus é o criador e ele um simples intermediário. Sobre novas descobertas, argumentou: “não será a ocasião de inventarmos uma lâmpada divina e eterna que funcione, para sempre, dentro de nós mesmos?” [Capítulo 14]

Não ser digno das manifestações de luz. Refletindo sobre suas faltas e seus defeitos, achava que não devia ser examinado por amigos e, sim, julgado na qualidade de réu. [Capítulo 15]

Administrando as imperfeições do caminho. Não devemos nos lamentar por não possuir amplo desenvolvimento da luz interna. Qualquer desalento de nossa parte significa reação indébita de nossa vontade contra os soberanos e justos desígnios de Cima. [Capítulo 16]

Conceitos da Cartilha Preparatória. Ninguém ilude as leis universais, Jesus é o ministro absoluto, toda criatura humana possui consigo as sementes de Sabedoria e do Amor... [Capítulo 17]

O trabalho de doutrinação. Na dificuldade de convencer Espíritos rebeldes, tem o seguinte insight: “surge o minuto em que os doutrinadores da Terra são doutrinados pelos serviços que deixaram de fazer”. [Capítulo 18]

Ação dos inimigos do bem. Eles nos lembram de antigas faltas, erros do passado, omissões da idade madura. Por fim, da boca de inúmeros infelizes e ignorantes Jacob ouviu longas recordações de seus atos. [Capítulo 19]

O conselho fraterno de Bezerra de Menezes. “Jacob, se os nossos irmãos ignorantes, depois da morte do corpo, na maioria das vezes prosseguem algemados às ações ruinosas a que se dedicaram, continuemos, por nossa vez, nos serviços de espiritualização que nos devotamos”. [Capítulo 20]



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