10 junho 2009

Marxismo e Espiritismo

Karl Marx (1818-1883) foi um economista e sociólogo alemão que se associou a Friedrich Engels para escrever sobre Economia e Política. Em 1845, publicou A Miséria da Filosofia. Em 1848, publica, juntamente com Engels, O Manifesto Comunista. Em 1859, publica a Crítica da Política Econômica, que contém a essência das teorias econômicas, posteriormente desenvolvidas em seu livro famoso O Capital, cujo primeiro volume surgiu em 1867.

O marxismo, tal como foi elaborado por Marx e Engels, é uma concepção dialético-materialista da natureza e da história, portadora de um projeto ético-político de transformação da sociedade capitalista dos tempos modernos. Deste núcleo central derivam três correntes filosóficas: a) marxismo-leninismo; b) marxismo humanista; c) marxismo histórico-científico. (Enciclopédia Verbo de Sociedade e Estado)

O ponto de partida para a compreensão da concepção dialético-materialista da natureza e da história é a dialética de Hegel. Hegel (1770-1831) estabelecera as três fases do desenvolvimento do pensamento: tese, antítese, síntese (ou luta dos contrários). Uma vez alcançada a síntese, esta se torna uma nova tese para mais uma etapa da evolução do pensamento. Hegel falava a respeito do pensamento, da ideia, por isso idealista. Feuerbach (1775-1833), que foi discípulo Hegel, discorda do seu mestre, inverte a dialética de Hegel, colocando a matéria como principal e o Espírito como secundário. Marx, que também fora discípulo de Hegel, junta essas duas concepções e concebe o materialismo dialético histórico. Por que o faz? Por causa da sua observação da luta de classes ao longo da história da humanidade. Viu que na Idade Primitiva, os escravos lutavam contra os senhores; na Idade Média, os vassalos lutavam contra os senhores feudais; na Idade Moderna, o proletariado lutava contra os empresários.

Na perspectiva da dialética materialista, a matéria é eterna, essencialmente dinâmica, em permanente movimento ascensorial. Num determinado momento do seu curso evolutivo, aparece a vida; num determinado momento da evolução da vida, surge o homem, cujo cérebro produz o pensamento como reflexo dos movimentos anteriores. Aplicada à história, a dialética materialista significa que a evolução da sociedade é determinada, em última instância, pelo modo de produção dos meios de subsistência. Com base nessa observação histórica, Marx e Engels sustentam que "a história de toda a sociedade até os nossos dias é a história da luta de classes". (Manifesto do Partido Comunista)

O sistema capitalista de livre iniciativa contém, em si próprio, o germe da sua destruição. Como explicar? A alienação econômica fundamenta esta explicação. Marx parte da distinção entre o valor de uso e o valor de troca do trabalho humano. Acha ele que o proprietário paga um valor inferior àquele que o empregado produz para a empresa. A isto se dá o nome de mais-valia. Em suas lucubrações, chega à conclusão que surgirá um regime provisório – ditadura do proletariado – durante o qual se procederá a eliminação dos vestígios do espírito burguês.

Como se passaria do sistema capitalista para o comunismo? No capitalismo há luta de classes (proletário e empresário). Este seria o último estádio – a partir do qual surgirá o socialismo, para depois vir o comunismo, uma sociedade sem classes, sem Estado, sem o homem explorando o próprio homem. Vigoraria apenas a igualdade absoluta. 

Algumas críticas ao marxismo: a matéria é uma concepção vaga, sem prévia demonstração de importantes propriedades ontológicas: eternidade, infinidade, auto-movimento e poder criador; quanto à influência do econômico, trata-se de uma grande confusão de conceitos; como doutrina metafísica, o materialismo dialético não passa de um postulado sem base racional; sob o aspecto religioso, reconhece-se o acerto de Marx à ilusão da religião. Contudo, o verdadeiro teísmo, tanto filosófico como revelado, não se confunde com essas ilusões.

Por que Marx se insurgiu contra a religião? Marx era um cientista, e como tal, baseava-se na comprovação dos fatos. Os fatos materiais, aqueles que se podem apalpar, oferecem vastos campos à comprovação. Quanto aos dados do Espírito, a religião da época não lhe fornecia provas convincentes. Marx desconfiava das promessas da felicidade em outro mundo, na vida futura. Concentra-se assim apenas na matéria, no concreto. Não o faz por capricho, por querer contrariar a religião, mas por causa de sua sina de cientista.

Como relacionar Marx e Kardec? Marx viu o homem como um composto físico-químico – conduzido pelo modo de produção. Kardec nos ensinava que o espírito está encarnado num corpo físico. O homem de Marx libertou-se da exploração econômica, mas não da perspectiva da morte. Kardec ensinou-nos a respeito da imortalidade da alma. Marx acertou na tese da "exploração do homem pelo homem". Fez ver que o socialismo, ou regime de propriedade coletiva, corresponde a um novo sentido da vida. O mesmo admite a doutrina socialista espírita. (Mariotti, 1983)

O Espiritismo vem nos trazer subsídios para todo e qualquer assunto, quer seja de cunho mediúnico, social e científico. Basta que apliquemos os seus princípios fundamentais em nossas análises.

Bibliografia Consultada

MARIOTTI, Humberto. Parapsicologia e Materialismo Histórico. Tradução de J. L. Ovando. São Paulo: Edicel, 1983.

POLIS - ENCICLOPÉDIA VERBO DA SOCIEDADE E DO ESTADO. São Paulo: Verbo, 1986.


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Como enfrentar o marxismo cultural?

Para os marxistas culturais, não há diálogo, pois só pensam em luta de classes, que é a supressão do outro. O conceito de liberdade exige a tolerância, a tolerância com ideias opostas, antagônicas. Para eles, o espaço público é o espaço de lutas e não do raciocínio, da discussão, da refutação. O que eles querem é dizimar o adversário. Nesse sentido, estão a todo custo querendo regular as redes sociais, a liberdade de expressão. Muitos deles devem ser tratados como psicopatas sociais. 


Transcrição da apresentação — em PowerPoint — feita pela Inteligência Artificial em fevereiro de 2026


Marxismo e Espiritismo

Introdução

O objetivo deste estudo é comparar as proposições de Marx e seu materialismo histórico com os princípios doutrinários desenvolvidos por Allan Kardec em suas obras básicas.


Conceito

Marxismo – Como foi elaborado por Marx e Engels, é uma concepção dialético-materialista da natureza e da história, portadora de um projeto ético-político de transformação da sociedade capitalista dos tempos modernos.

Deste núcleo central, derivam três correntes filosóficas:
a) marxismo-leninismo, doutrina oficial do partido comunista soviético;
b) marxismo humanista, inspirado sobretudo nos Manuscritos Parisienses de 1844;
c) marxismo histórico-científico, que se apoia exclusivamente na dialética materialista da história.
(Enciclopédia Verbo de Sociedade e Estado)


Considerações Iniciais

As teses expostas por Karl Marx e Friedrich Engels servem para muitas interpretações: não é fácil separar o que pertence exclusivamente a Marx (marxeano) dos elementos introduzidos pelos intérpretes e continuadores (marxistas).

Além disso, a teoria marxista sofreu críticas acerbas, tanto da filosofia como da religião organizada. Quanto à religião, afirmara que esta é o ópio do povo, principalmente pelas promessas de uma vida no além. Daí o ódio gratuito que obteve dos religiosos de um modo geral.

Tencionamos seguir a recomendação de Humberto Mariotti, em Parapsicologia e Materialismo Histórico, ou seja, fazer uma crítica serena e isenta de qualquer preconceito.


Ponto de Partida

A Dialética de Hegel

O ponto de partida para a compreensão deste tema é a dialética de Hegel. Hegel (1770–1831) foi um filósofo idealista. Ele aprimorou a dialética de Sócrates e de Platão.

Acentuava que a evolução do pensamento se dava em função de:

  • tese (afirmação),

  • antítese (negação da tese) e

  • síntese (negação da negação).

A síntese, uma vez alcançada, servia como uma nova tese para mais outra etapa da ascensão do pensamento.

Façamos uma analogia com a planta: semente, botão, fruto e novamente semente.

O ser como exemplo: o ser (tese) é indeterminado, absoluto, pura potencialidade. Mas é um conceito vazio de realidade e, por isso, identifica-se ao não-ser (antítese). Necessita sair dessa contradição e se atualiza no devir (síntese).


A Dialética Materialista

Feuerbach (1775–1833), discípulo de Hegel, em suas lucubrações filosóficas, inverte o processo do pensamento estabelecido por Hegel.

Em vez de a dialética partir do espírito, ela parte da matéria. Nesse caso, a matéria torna-se o elemento principal e o espírito secundário, um epifenômeno, para usarmos a terminologia filosófica.


A Dialética Materialista Histórica

Marx e Engels juntam as duas formulações anteriores e acrescentam os dados históricos, criando o termo materialismo dialético histórico.

Há luta dos contrários, mas isso se dá no âmbito da história. Observando as ocorrências históricas, Marx percebeu que a luta de classes é que domina o mundo.

Na Antiguidade, os escravos lutavam contra os senhores; na Idade Média, os vassalos lutavam contra os senhores feudais; em sua época, observando a Revolução Francesa, presumia que o proletariado deveria lutar contra os empresários.

Daí sua tese:
“A superação do capitalismo está no próprio germe do capitalismo.”


Marx e o Comunismo

Quem foi Marx?

Karl Marx (1818–1883) foi um economista e sociólogo alemão que se associou a Friedrich Engels para escrever sobre Economia e Política.

Em 1845 publicou A Miséria da Filosofia.
Em 1848 publica, juntamente com Engels, O Manifesto Comunista.
Em 1859 publica Crítica da Política Econômica, que contém a essência das teorias econômicas, posteriormente desenvolvidas em seu livro famoso O Capital, cujo primeiro volume surgiu em 1867.


A Perspectiva da Dialética Materialista

Na perspectiva da dialética materialista, a matéria é eterna, essencialmente dinâmica, em permanente movimento ascensorial.

Num determinado momento do seu curso evolutivo aparece a vida; num determinado momento da evolução da vida surge o homem, cujo cérebro produz o pensamento como reflexo dos movimentos anteriores.

Aplicada à história, a dialética materialista significa que a evolução da sociedade é determinada, em última instância, pelo modo de produção dos meios de subsistência.

Com base nessa observação histórica, Marx e Engels sustentam que:
“A história de toda a sociedade até os nossos dias é a história da luta de classes.”
(Manifesto do Partido Comunista)


O Problema da Mais-Valia

Em se tratando de economia, Marx raciocina com os conceitos de valor de uso e valor de troca e chega à mais-valia, o estopim da transformação por ele requerida.

Para Marx e Engels, o empresário pagava (valor de troca) menos do que o trabalhador produzia (valor de uso). Com isso, ia acumulando os excedentes, que por direito pertenciam ao trabalhador.

A isso deu o nome de mais-valia, germe da própria derrocada do capitalismo, para se transformar em comunismo.


Ele achava que o proletariado não deveria esperar passivamente esse grande dia, mas lutar para que isso acontecesse o mais rápido possível.

Daí criar o termo ditadura do proletariado, fase transitória (denominado de socialismo científico), até atingir o comunismo, uma sociedade sem classes, sem Estado e com a maior igualdade na distribuição dos bens.


O Marxismo e o Espírito

O marxismo, como gerador de um sentimento materialista, vem sendo criticado pelos teóricos religiosos. Quanto a nós, seria conveniente descortinar novos horizontes de análise.

Marx, como sabemos, era um cientista e como tal baseava-se na comprovação dos fatos. Os fatos materiais, aqueles que se podem apalpar, oferecem vasto campo à comprovação.

Quanto aos dados do Espírito, a religião da época não lhe fornecia provas convincentes. Marx desconfiava das promessas da felicidade em outro mundo, na vida futura. Concentra-se assim apenas na matéria, no concreto.

Não o faz por ódio ou capricho, mas por causa de sua sina de cientista.

Ao Espiritismo cabe fornecer a dimensão do Espírito, entendido como Espírito, perispírito e corpo físico.
(Mariotti, 1983, cap. II)


Marx e Kardec

Marx libertou o homem da exploração econômica. Deu-lhe uma nova dimensão do ser quanto à sua função material na sociedade.

Contudo, faltou-lhe a dimensão metafísica, da vida além-túmulo que o Espiritismo lhe pode oferecer facilmente.

Com Marx, o ser humano morre para nunca mais nascer. A realidade do Espírito, contudo, explicada por Allan Kardec, é outra: ele é imortal e pode retornar à Terra quantas vezes forem necessárias para dar prosseguimento à sua evolução rumo à perfeição ensinada pelo mestre Jesus.
(Mariotti, 1983, cap. III)


O Desmando Intelectual

Marx pode ter se inserido no mundo como um cientista. Não precisava ser radical ao ponto de negar a existência do Espírito, do sentimento religioso inerente a todo ser humano.

O Espírito Emmanuel alerta-nos para os desmandos intelectuais quando nos deixamos envolver demasiadamente pela demanda científica da sociedade.

A vida é muito mais do que a ciência, do que a filosofia e do que a própria religião. O ser vivente é uma alma que aspira a uma íntima relação com o seu Criador, através dos ensinamentos trazidos por Jesus Cristo, nosso Mestre e Salvador.


Conclusão

O Espiritismo é um farol que ilumina tudo quanto toca.

Saibamos nos desprender dos bens materiais, deixando o nosso interior livre dos diversos vícios que possam tisnar a boa recepção dessa luz espiritual.


Bibliografia Consultada

MARIOTTI, Humberto. Parapsicologia e Materialismo Histórico. Tradução de J. L. Ovando. São Paulo: Edicel, 1983.

POLIS – ENCICLOPÉDIA VERBO DA SOCIEDADE E DO ESTADO. São Paulo: Verbo, 1986.




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