01 julho 2008

Espiritualismo e Espiritismo

espiritualismo, como um movimento moderno religioso, tem o seu começo a partir dos fenômenos das "pancadas" presenciados pelas irmãs Fox, em Hydesville, N. Y., em 1848. O termo cobre fenômenos como percepção extra sensorialtelecinesia, e muitos estados associados com o êxtase religioso (falar em línguas estrangeiras ou balbuciar frases sem sentido). De lá para cá, muitos se interessaram em estudar as relações mediúnicas entre os espíritos desencarnados (mortos) e os médiuns (intermediários deles). Entre tais pessoas incluem-se Helen P. Blavatsky e Henry Sl. Olcott, os fundadores da Teosofia, Wiliam Crookes, Conan Doyle e Oliver Lodge.

Espiritismo tem relação tanto com a definição filosófica quanto com a do movimento religioso, iniciado a partir de 1848. Do ponto de vista filosófico, o Espiritismo está inserido no Espiritualismo, pois distingue o Espírito da matéria. Contudo, não é o Espiritualismo, por ser este mais amplo. Do ponto de vista do movimento religioso, o Espiritismo, embora aceitando a comunicação com os mortos e todos os fenômenos relatados pelos adeptos do espiritualismo, não pode ser classificado como sinônimo, pois há enormes divergências quanto aos princípios doutrinários.

Na realidade, o Espiritismo tem autonomia própria, e Allan Kardec expressa-a em função de cinco princípios fundamentais: (1) existência de Deus, como inteligência cósmica responsável pela criação e manutenção do universo; (2) existência da alma ou espírito, envolvido pelo perispírito, que conserva a memória mesmo após a morte e assegura a identidade individual de cada pessoa; (3) lei da reencarnação, pela qual todas as criaturas retornam à vida terrena e vão, sucessivamente, evoluindo no plano intelectual e moral, através das provas e expiações dos erros do passado; (4) lei da pluralidade dos mundos, isto é, da existência de vários planos habitados, que oferecem um âmbito universal para a evolução do espírito; (5) lei de causa e efeito, pela qual se interligam as vidas sucessivas do espírito, dando-lhe destino condizente com os atos praticados.

Aprofundar para duvidar, a fim de buscar a verdade dos fatos. Eis o trabalho incessante daquele que é amante do saber.

Fonte de Consulta

Encarta Encyclopediahttp://encarta.msn.com/

Enciclopédia Barsa. Rio de Janeiro/São Paulo, Encyclopaedia Britannica, 1993.
The Macmillan Encyclopedia. Aylesbury, Market House, 1990.

São Paulo, 12/03/2001

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