02 julho 2008

Fixação Mental

Monoideísmo é o estado patológico caracterizado pela tendência de uma pessoa retornar sempre em seu pensamento e em sua palavra a um só tema. É a ideia fixa, ou o estado de consciência mórbida, que se caracteriza pela persistência de uma ideia, que nem o curso normal das ideias, nem a vontade conseguem dissipar.

Vingança, desespero, paixões e desânimo são algumas das causas da fixação mental. Nosso cérebro funciona à semelhança de um dínamo. Dado o primeiro estímulo, interno ou externo, o que passa a contar é a manutenção de nosso pensamento num mesmo teor de ideia. Quanto mais tempo permanecermos num assunto, mais as imagens do tema se cristalizarão em nosso halo mental.

A imobilização da alma é um problema concreto. É que as horas correm invariáveis no relógio, mas têm graduações diferentes em nossa mente. Se alegres, voam; se tristes, parecem paradas. Os ponteiros assinalam o mesmo horário para todos, entretanto, o tempo é leve para os que venceram a si mesmos e pesado para os que se chafurdam no crime.

O fenômeno da sugestão mental é oportuno. Emitindo uma ideia, passamos a refletir as que se lhe assemelham. Nesse sentido, somos herdeiros dos reflexos de nossas experiências anteriores, porém, com a capacidade de alterar-lhe a direção. Acionando a alavanca da vontade, poderemos traçar novos rumos para a libertação de nosso espírito.

Vigilância e oração atenuam as vicissitudes da senda regenerativa. Através delas, pomo-nos em sintonia conosco mesmos, tornando-nos cada dia mais autoconscientes. Percebendo claramente nossas reações do cotidiano, criamos condições para nos avaliarmos e consequentemente substituir os automatismos negativos pelos positivos.

Monoideísmo é uma questão de atitude assumida. Melhoremos o teor energético de nosso pensamento e deixemos que a lei do campo mental se encarregue de colher os efeitos nas individualidades alheias.

São Paulo, 10/10/1998

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