01 julho 2008

Druidismo e Espiritismo

O Druidismo é a religião dos sacerdotes pagãos celtas vivenciada entre o século II a.C. e o século II d.C. nas Gálias antigas. Os sacerdotes exerciam cinco funções específicas, divididas em cinco classes: os vacios, que se encarregavam dos sacrifícios; os saronidos, encarregados da educação e do cultivo das ciências; os bardos, poetas, oradores e músicos, que exortavam o povo à prática das virtudes e treinavam os guerreiros; os adivinhos, que previam o futuro; os causídicos que administravam a justiça.

A teologia druídica era baseada nas tríades, ou seja, ensinamentos orais em que havia sempre o entrelaçamento de três advertências para a evolução do Espírito. De acordo com a teologia druídica, a alma começa do zero, região denominada de Annoufn, passando depois por migrações sucessivas, a região do Abred, até atingir o círculo dos bem-aventurados, ou seja a região do Gwynfyd. Uma vez atingida essa região de pureza, o Espírito não precisaria mais passar pelo ciclo das migrações, o Abred.

Allan Kardec, no item VI do capítulo I - Livro Segundo - de O Livro dos Espíritos, ao tratar da escala espírita, encaminha o nosso pensamento para uma classificação dos Espíritos, levando em conta o grau de responsabilidade e qualidades adquiridas. Divide-os, para efeito didático, em três ordens. Na terceira ordem estão os Espíritos imperfeitos; na segunda ordem, os Espíritos bons; na primeira ordem, os Espíritos puros. Esta classificação não tem nada de absoluto, mas mostra-nos as características morais que identificam os Espíritos em cada fase de sua existência.

Se compararmos o ciclo de salvação dos druidas e a escala espírita de Allan Kardec, veremos que há muita semelhança entre os seus conteúdos. Basta acrescentarmos a região Annoufn, abaixo da 3ª ordem e a região Cegant, acima da 1ª ordem, e teremos o ponto de contato. Observe que a região Abred dos druidas nada mais é do que todo o processo de reencarnação entabulado por Allan Kardec, a fim de que o Espírito se aprimore e não precise mais reencarnar, quando, então, atinge a região Gwynfyd, dos druidas.

A comparação que ora encetamos é para ressaltar que o velho e o novo é uma questão de terminologia. Atualmente, para chamarmos atenção ou vendermos um determinado serviço, escolhemos nomes pomposos para expressar o mesmo que os antigos já praticavam. Observe, por exemplo, que o termo maná dos povos polinésicos nada mais é do que o ectoplasma de Richet e que a palavra sensitivo usada pela Parapsicologia é o mesmo que médium no Espiritismo.

O Druidismo é um desses temas que o Espírita não deveria deixar de estudar, pois além retratar a descendência psicológica de Kardec, elucida-nos sobre a perpetuidade da verdade através dos tempos.

Fonte de Consulta

DENIS, L. O Gênio Céltico e o Mundo Invisível. Rio de Janeiro, CELD, 1995.
KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. 8. ed., São Paulo, FEESP, 1995.
KARDEC, A. Revista Espírita: Jornal de Estudos Psicológicos (1858). São Paulo, Edicel, s/d/p.
São Paulo, 5/12/1997
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