01 julho 2008

Druidismo

O nome druida é, etimologicamente, o da ciência (dru [u] id - os muitos sábios) e há uma primeira equivalência semântica com o nome do bosque e da árvore (-vid), mais precisamente com o nome de carvalho, drus. Druida representa, pois, um grupo de pessoas que na Antigüidade céltica desempenhava entre outras as funções de sacerdotes, juizes e educadores. Assim sendo, o druidismo nada mais é do que a religião dos druidas celtas, ou seja, dos sacerdotes pagãos que habitavam a Gália e a Bretanha no período anterior ao Cristianismo.

O druidismo ocorreu entre o século II a.C. e o século II d. C. Sobreviveu apenas em algumas regiões das Ilhas Britânicas, que não sofreram a invasão romana. Foi, mais tarde, suplantado pelo Cristianismo. A influência do Cristianismo, não do Cristianismo que se dogmatizou mas do Cristianismo primitivo, foi extremamente valiosa para a organização desta religião. É que a alma cristã, sendo mais amante, fornecia os elementos básicos para equilibrar espiritualmente a alma céltica, por natureza mais viril.

O nome, bem como sua origem, tem sido objeto de várias interpretações, cronológica ou etimologicamente. A sua existência não foi conhecida dos Gregos senão duzentos anos a. C. César descreve o centro do druidismo nas ilhas britânicas, donde teria irradiado para as regiões vizinhas da Gália. Plínio, ao contrário, dá o druidismo como originário da Gália e só depois levado para as ilhas. Finalmente, há quem pretenda que o druidismo foi encontrado já pelos Celtas entre os aborígenes da Irlanda e da Grã-Bretanha.

O sistema teológico dos druidas, como todo o sistema religioso, traz implícito aspectos esotéricos e exotéricos. No âmbito exotérico, ele é caracterizado pelas figuras, imagens, símbolos e sacrifícios, tudo o que uma religião popular exige. No âmbito esotérico, é uma doutrina reveladora das altas verdades e das leis superiores, anunciada apenas aos já iniciados. Quem nela penetrar, encontrará o maná escondido, e conhecerá a magnitude de sua filosofia Tríade: a eternidade de Deus, a perpetuidade do Universo e a imortalidade das almas.

Depois das conquistas romanas, como já foi dito, o druidismo perdeu totalmente sua força de expansão. Contudo, formaram-se confrarias druidicas como as ordens dos Bardos e dos Merlins, em 940. Em 1781 foi fundada a ordem dos druidas de Londres, sociedade secreta que se propunha a fomentar a moral, o patriotismo, o filantropismo e a fraternidade; em 1903, ordens druídicas também apareceram em Gales e na Alemanha, mas tendo notoriamente um caráter folclórico.

Os druidas e o druidismo mostram-nos que sempre podemos rever o passado para melhor aprender o presente. Empenhemo-nos, pois, neste maravilhoso mundo da pesquisa etimológica e histórica.

Fonte de Consulta

CASTANHO, C. A. Dicionário Universal das Idéias. São Paulo, Meca, s/d/p.
AZEVEDO, A. C. Dicionário de Nomes, Termos e Conceitos Históricos. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1990.
Grande Enciclopédia Portuguesa e brasileira.
São Paulo, 03/12/1997

Apresentação em PowerPoint de Druidismo e Espiritismo

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