01 julho 2008

Sociologia e Espiritismo

A Sociologia é a ciência da sociedade. Vem de societas (sociedade) e logos (estudo, ciência). É a ciência que estuda as estruturas sociais e as leis de seu desenvolvimento. Implica na análise do "fato social". O fato social são todas as formas de associações e as maneiras de agir, sentir e pensar, padronizadas e socialmente sancionadas.

Auguste Comte (1798-1857) criou, em 1839, o vocábulo "Sociologia". Seu objetivo era emprestar ao conhecimento da sociedade um caráter "positivo", desviando-o das concepções teológicas e metafísicas. Utiliza os métodos das ciências naturais e constrói comparativamente os fundamentos da Sociologia. Estabelece, assim, as leis invariáveis para a sociedade, da mesma forma que a física ou química. Mostra o que é a sociedade (ciência) e não o que deve ser (filosofia)

O Espiritismo oferece-nos amplas condições de compreender o "fato social". Enquanto para a Sociologia o "fato social" diz respeito ao presente (ela não cogita de Deus e nem de Espíritos), para o Espiritismo ele tem conotação cósmica, ou seja, há um entrelaçamento entre o "aqui e agora" com o "ontem" e o "amanhã". Isto porque, tudo se encadeia na natureza.

"O Espiritismo é o iniciador da Sociologia", diz-nos o Espírito Emmanuel no livro O Consolador, psicografado por Francisco Cândido Xavier. A frase merece reflexão, porque somente o Espiritismo pode dar à Sociologia uma dimensão. O "fato social" acontece na terra, mas tem amplitude universal. São os antecedentes intrínsecos do Espírito, os determinantes da trajetória da alma na vida individual, familiar e social.

A indissolubilidade do casamento é um fato social e pode ser analisado comparativamente. Os sociólogos estabeleceriam o dogma falacioso da Igreja Católica "O que Deus juntou o homem não separe", mostrando os excessos de população, os costume e os hábitos de alguns povos e a desobediência humana como causas do divórcio. Os Espíritos superiores instruem-nos que há fundamento na frase acima, porém, como o ser humano é dotado de livre-arbítrio, a separação é factível de acontecer. Não são, pois, contrários ao divórcio, contudo advertem-nos que deveríamos automatizar nossas ações na "monogamia", uma forma mais evoluída de convivência humana.

O "fato social", segundo o Espiritismo, tem dimensão cósmica. A posse desse conhecimento torna-nos seres responsáveis por nós próprios, pelo mundo que nos rodeia e pelo cosmo que nos absorve. Cuidemos, pois, de praticar "boas ações" na sociedade.

Fonte de Consulta

BAZARIAN, J. Introdução à Sociologia - As Bases Materiais da Sociedade. São Paulo, Alfa-Omega, 1982.
KARDEC, A.. O Livro dos Espíritos. São Paulo, FEESP, 1972.
PIRES, J. H.. Introdução à Filosofia Espírita. 1.ed., São Paulo, Paideia, 1983.

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