21 julho 2008

Carregar a Cruz

Cruz - do lat. cruce - significa antigo instrumento de suplício, constituído por dois madeiros, um atravessando no outro, em que se amarravam ou pregavam os condenados à morte. Salvação - do lat. salvatione -, ato ou efeito de salvar(-se), ou de remir, ou seja, livrar-se do perigo ou da ruína.

A cruz é um dos símbolos cuja presença é atestada desde a mais alta Antigüidade: no Egito, na China etc. A cruz é o terceiro dos quatro símbolos fundamentais, juntamente com o centro, o círculo e o quadrado. Sua função é intermediar os outros três. Mostra, também, os quatro pontos cardeais. É o elo de ligação entre a terra e o céu, o tempo e o espaço. A cruz simboliza o Crucificado, o Cristo, que, pregado ao madeiro, representa os quatro cantos do mundo, voltados para o Salvador da humanidade.

No Novo Testamento, o simbolismo teológico da cruz só aparece em uma afirmação do próprio Jesus e nos escritos de Paulo. Jesus disse que aquele que o segue deve tomar a sua própria cruz, perdendo assim a vida para conquistá-la (Mateus, 10, vv. 38 e 39; Marcos, 8, vv. 34; Lucas, 9, vv. 23 a 25; João, cap. XII, vv. 24 e 25). Paulo pregava Cristo e Cristo crucificado, embora isso fosse escândalo para os hebreus e loucura para os gentios.

Allan Kardec, no cap. XXIV de O Evangelho Segundo o Espiritismo, tece comentários acerca de "aquele que quer me seguir, carregue sua cruz". A frase implica seguirmos os ditames de nossa fé, mesmo que para isso tenhamos de sofrer, até mesmo, a perda da própria vida. Quem assim proceder ganhará o reino dos céus. Mas àqueles que sacrificam os bens celestes preferindo os gozos terrestres Deus dirá: "Já haveis recebido a vossa recompensa".

Regozijemo-nos quando os homens, por ignorância ou má-fé, injuriarem-nos e odiarem-nos devido à sinceridade de nossa fé. Suportemos o mal, que ele é passageiro. Tenhamos em mente que as promessas do Cristo não foram vãs. Se ele morreu na cruz para nos salvar, por que esse desespero, quando algo não nos ocorre a contento?

A cruz simboliza o nosso sofrimento. Saibamos carregá-la, afrontando, corajosamente, as dificuldades, as ansiedades e o comodismo que tanto nos atrapalham.

São Paulo, 21/08/1999


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