02 julho 2008

Jesus é o Centro da Religião

A religião é um sentimento que liga o crente ao Criador. A ciência aperfeiçoa a técnica e nos trás conforto material, a filosofia cria condições para o pensar correto, mas somente a religião é capaz de educar os nossos sentimentos. Um sentimento enobrecido é a pedra de toque para o equilíbrio psíquico, físico e espiritual do ser humano. Por isso, a religião, nos dias que correm, deve retomar ao seu verdadeiro sentido, ou seja, a simplicidade e humildade ensinada pelos primeiros cristãos.

Jesus é o centro da religião. Por quê? Porque é Nele que se originam todos os apelos a Deus. Além do mais, Jesus é o governador deste Planeta. Teve participação, inclusive, na sua formação quando se desprendia da nebulosa solar. Sendo assim, o seu poder de influência é sem limites. Ele foi o guia inspirador de todos os missionários que o antecederam: Confúcio, Hermes, Lao-Tsé, Buda. Foi Ele quem aclimatou em todas essas religiões o "amai-vos uns aos outros como irmãos". Na opinião de muitos religiosos, Jesus é o Alfa e o Ômega: já existia antes de reencarnar e continuará a existir para sempre.

Numa visão histórica das religiões, temos: 1) o sistema egípcio elegeu a imortalidade da alma como uma das concepções mais avançadas da Grandeza Divina; 2) na Índia, o desenvolvimento do culto da sabedoria, ensinando-nos que a bondade é o freio de todos os vícios; 3) na Pérsia, o zoroastrismo estimula o nosso dever para com o Bem; 4) entre os judeus, o sopro do Deus único, ajuda a estabelecer o reino da justiça na Terra; 5) na China, o culto da simplicidade, destaca o equilíbrio e a solidariedade; 6) na Grécia, o culto da Beleza, incitando-nos à prática do Amor Universal.

Os Espíritos superiores, em todas as épocas da humanidade, espargiram a luz da verdade. A percepção equivocada do ser humano desviou-o do rumo certo. Os desvios são frutos da ignorância, do interesse e da má-fé. No Egito, a crença na imortalidade da alma ficou enclausurada nos templos do sacerdócio; na Pérsia, as pessoas felicitadas pela sabedoria se dedicam a guerras de conquista e destruição; em Israel, o orgulho racial é um entrave à solidariedade entre os povos.

A mensagem do Cristo, porém, foi clara e objetiva. Toda a sua vida foi um hino ao exemplo, a começar pelo seu nascimento numa manjedoura, símbolo de humildade e simplicidade. Em sua pregação evangélica, o contato direto com o povo sofrido lhe deu crédito de confiança. As parábolas e as advertências estão impregnadas de verdades imorredouras. Os seus ensinamentos são uma espécie de modelo para toda a Humanidade. Lembremo-nos do "ao que te bater numa face, oferece também a outra", "a quem te pedir a capa cede igualmente a túnica", "se alguém te solicita a jornada de mil passos, segue com ele dois mil".

Jesus, na sua passagem pela Terra, alertou-nos sobre o Consolador Prometido. Na época, não pode dizer tudo e, por isso, prometeu o consolador, que viria a seu tempo, quando a Humanidade tivesse condições de entender melhor o seu ensinamento. O Consolador, o Espírito da verdade, que é o Espiritismo, veio na época certa, quando a ciência e a filosofia já tinham avançado em seus estudos. O Espiritismo, que é o cristianismo redivivo, veio para relembrar o que o Cristo disse, sanar os desvirtuamentos cometidos pelas diversas religiões e trazer-nos novos conhecimentos.

O Espiritismo nada mais é do que a continuidade dos ensinamentos cristãos. Assim sendo, Cristo esteve e ainda está no centro da comunhão com o Pai. É Ele quem, mesmo secundado pelos Espíritos de luz, nos inspira para prática da caridade e do amor ao próximo.

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