02 julho 2008

Expandindo a Mente

Muitos seres humanos, influenciados pelo realismo ingênuo, só aceitam aquilo que as suas mãos podem pegar. Com isso, acabam negligenciando o verdadeiro conhecimento, aquele vindo através da inspiração divina. Para eles, qualquer outra realidade não tem fundamento; permanecem, assim, extremamente focados em si mesmos, em suas teorias e em suas formas de interpretar o mundo em que habitam.

A realidade, porém, é muito mais vasta do que a capacidade sensorial dos nossos órgãos físicos. Observe que os nossos receptores sensíveis à luz, nos olhos, são percebidos numa faixa de 1/70 do espectro eletromagnético, que varia em extensão de ondas de 10-14 a 108 metros; os nossos ouvidos, entre 20 a 20.000 vibrações por segundo. Dentro deste enfoque, o Espírito André Luiz, Nos Domínios da Mediunidade, diz: "A onda herteziana e os raios x vão ensinando aos homens que há som e luz muito além das acanhadas fronteiras vibratórias em que eles se agitam, e o médium é sempre alguém dotado de possibilidade neuropsíquicas especiais que lhe estendem o horizonte dos sentidos".

Se, de relance, pudéssemos vislumbrar o que o futuro nos aguarda, mudaríamos radicalmente todos os nossos valores terrenos. O que nos tornaremos depois da morte física? Iremos para o Céu? Para o Inferno? Nada disso. O que ocorre, com certeza, é a expiação ou o regozijo do que fizemos em vida. É a lei do retorno, isto é, iremos colher na mesma medida em que semeamos. Por isso, vale mais sofrer todo o tipo de injustiça do que cometer um único erro que nos leva à perdição.

Para que a nossa mente se expanda, deveríamos nos lembrar da aula do filósofo. Numa dada ocasião, ele se apresentou com quatro vasos pequenos contendo, respectivamente, pedra grande, pedregulho, areia e água e um vaso maior. Pegou o vaso com pedra e despejou no vaso grande, depois o vaso com pedregulho, posteriormente o vaso com areia e, por último, o vaso com água. A seqüência tem que ser esta: pedra grande, pedregulho, areia e água. Se começasse pela água, sobraria pedra grande para encher o vaso grande. Moral da história: dê prioridade ao mais importante; o resto serve para preenchimento.

Coloquemos, em primeiro lugar, a pedra grande, ou seja, elejamos as prioridades que realmente auxiliem o progresso de nossa alma. É como ouvir estas palavras: "Busca em primeiro lugar o Reino de Deus e tudo o mais virá como acréscimo da Sua misericórdia". Não nos importemos muito com o progresso do ímpio, o poder adquirido pelo político e a fama conquistada por essa ou aquela pessoa. Atendamos, sim, à Vontade daquele que nos enviou neste mundo, pois somente Ele sabe o que é melhor para cada um de nós.

Vivamos plenamente a vida espiritual. Lancemos guerra aos pensamentos inúteis e aos empecilhos que nos estimulam a mudar de rota. Fortaleçamo-nos no Senhor e continuemos a nossa caminhada. Mesmos cansados, ainda podemos ir muito longe.

São Paulo, 18/1/2005.

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